
Prefeito de BH diz que vai decretar situação de emergência em saúde
A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nesta sexta-feira (10) que vai decretar situação de emergência devido ao aumento de doenças respiratórias na cidade. Em coletiva de imprensa, a administração municipal afirmou que um pico de casos é esperado daqui a duas semanas.
Dados da Secretaria de Saúde mostram que os atendimentos de quadros respiratórios quase dobraram de fevereiro para março, mês em que 49.574 pessoas foram atendidas. A maioria dos pacientes são adultos entre 20 e 39 anos.
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De acordo com a prefeitura, o decreto de emergência permite uma maior agilidade na ampliação de leitos, equipes e outros instrumentos para a assistência médica na capital. Contagem, na Grande BH, tomou a mesma medida nesta semana (leia mais abaixo).
“Nós estamos fazendo isso acompanhando os gráficos. O aumento da nossa demanda vem numa crescente. Está ainda dentro de um nível aceitável, mas já projeta para as próximas semanas uma sobrecarga. Então, nós estamos fazendo isso para que essa sobrecarga não ocorra ou tenha sua situação mitigada”, explicou o secretário de Saúde Miguel Paulo Duarte Neto.
Ainda durante a coletiva de imprensa, a Secretaria de Saúde reforçou a importância da vacinação contra a gripe no combate às doenças respiratórias. Neste sábado (11), Belo Horizonte promove o “Dia D” de imunização.
“A ocupação permanece constante nos hospitais. O incremento hoje está maior na entrada das emergências, nas UPAs. Mas o prefeito citou bem, a vacinação é o caminho. O nosso esforço é para que a influenza e a covid, que ainda está presente, seja tirada do nosso convívio”, destacou o secretário.
Contagem
Na terça-feira (7), Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já havia decretado situação de emergência em saúde pública diante do aumento de casos de doenças respiratórias nas últimas semanas. Crianças e idosos são os mais afetados no município.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o município já registrou 21 mortes e 381 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026.
A medida permite ações mais ágeis, como contratações sem licitação, compra de insumos e solicitação de recursos, e tem como objetivo reforçar a prevenção e ampliar o atendimento nas unidades de urgência e emergência da cidade.
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Bárbara Munhoz/g1
