
A missão Artemis II está a poucas horas de encerrar sua jornada histórica. A reentrada da nave na atmosfera terrestre promete “incendiar” os céus com a cápsula Órion em formato de “bola de fogo”. O pouso acontece na noite desta sexta-feira (10) e a expectativa é que a tripulação realize o amerrissagem por volta das 21h07 (horário de Brasília), no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, nos Estados Unidos.
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Após 10 dias de operação, o retorno em segurança da tripulação é considerado o momento decisivo para o sucesso da missão.
A bordo da espaçonave Orion, os astronautas Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen retornam à Terra após percorrer mais de 406 mil quilômetros, sendo essa a maior distância já alcançada por seres humanos no espaço.
O momento mais crítico será a reentrada, quando a nave deve atingir cerca de 40 mil km/h, o equivalente a mais de 30 vezes a velocidade do som. Além disso, a nave enfrentará temperaturas extremas próximas aos 2.700 graus Celsius, virando uma verdadeira “bola de fogo”.
Segundo o piloto da missão, Victor Glover, a reentrada é algo que está em sua mente desde que foi selecionado para o voo, em 2023. “Ainda nem comecei a processar tudo o que aconteceu e pilotar uma bola de fogo pela atmosfera é algo extremamente profundo”.
Nesse cenário, o escudo térmico da Orion, que já levantou preocupações após um teste não tripulado em 2022, será a peça-chave para assegurar a proteção da tripulação até o pouso.
Trasmissão

O retorno dos astronautas da Artemis II será transmitida ao vivo através dos canais oficiais da Nasa. A duração deve ser de cerca de 13 minutos, incluindo um período de aproximadamente seis minutos sem comunicação com a Terra, causado pela formação de plasma ao redor da espaçonave.
Nesse intervalo, a velocidade da Orion será reduzida até a abertura de paraquedas de frenagem, caindo para aproximadamente 32 km/h antes de tocar o mar com os processos de desaceleração controlada.
Para reduzir os riscos já observados no escudo térmico, engenheiros ajustaram o ângulo de entrada da nave na atmosfera, buscando reduzir o impacto térmico e evitar danos ao escudo.
Ainda assim, a margem de erro é bem pequena. Cerca de um grau a mais ou a menos pode fazer a nave queimar ou ricochetear de volta ao espaço.
Após o pouso nas águas do Pacífico, equipes de resgate devem alcançar a nave rapidamente, com a expectativa de retirar os astronautas em até duas horas. Eles serão levados à Base Naval de San Diego e retornar ao solo firme em até 24 horas.
Além do resultado imediato, a Artemis II é vista como um marco estratégico para os próximos avanços da exploração espacial. A missão busca validar tecnologias que serão usadas em voos tripulados à Lua e, futuramente, a Marte.
A NASA projeta um novo pouso lunar até 2028, embora especialistas alertem para possíveis atrasos relacionados ao desenvolvimento dos módulos de pouso por empresas privadas.
