
Às vésperas de negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o discurso contra o Irã e afirmou que o país “só está vivo hoje para negociar”.
Entrevista: Trégua entre EUA e Irã mantém guerra ativa na região
A declaração foi feita na rede Truth Social, onde Trump disse que Teerã não teria força real nas tratativas.
Em entrevista ao New York Post, o presidente americano também afirmou que os EUA estão preparados para reagir caso não haja acordo.
Trump ainda criticou o governo iraniano, afirmando que o país seria mais eficiente em lidar com a imprensa do que em conflitos militares.
Condições impostas por Teerã
Do lado iraniano, o governo estabeleceu bases para avançar nas negociações. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir compromissos prévios, incluindo a ampliação do cessar-fogo para o Líbano e o fim dos ataques de Israel.
A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, indicou que o diálogo pode não ocorrer caso essas condições não sejam atendidas.
Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as conversas só devem começar após a liberação de ativos iranianos bloqueados no exterior.
Negociações no Paquistão
As reuniões entre representantes dos dois países estão previstas para começar neste sábado (11), em Islamabad, capital do Paquistão, que atua como mediador.
Pelos EUA, participam o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner. Já o Irã será representado por Araqchi e Ghalibaf.
Apesar da tensão, Vance adotou um tom mais cauteloso ao comentar o encontro.
As conversas acontecem em meio a um cessar-fogo considerado frágil, com acusações de violações entre as partes, o que aumenta a incerteza sobre o sucesso das negociações.
