
A defesa de Carla Zambelli recorreu novamente à Justiça italiana para tentar evitar a extradição da ex-deputada federal (PL-SP) para o Brasil, autorizada no final de março deste ano, pelo Tribunal de Apelação de Roma.
Desta vez, os advogados da ex-parlamentar bolsonarista, direcionaram o recurso à Suprema Corte de Cassação da Itália – última instância da justiça italiana, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Independentemente do veredito da Suprema Corte, a decisão final sobre o futuro de Zambelli, se ela será extraditada ou não, caberá ao Ministério da Justiça italiano, comandado pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, representante da ultradireita italiana e simpático ao bolsonarismo.
A tese defendida pela defesa de Zambelli sustenta que ela é vítima de perseguição política no Brasil, da parte do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e é a mesma que já foi afastada pelo Tribunal de Apelação de Roma no mês passado.
A Suprema Corte tem até seis meses para julgar o recurso.
Até lá, Carla Zambelli continuará presa na prisão feminina de Rebibbia, em Roma, para onde foi levada há nove meses, no dia 29 de julho de 2025.
Ela foi condenada pelo STF a 10 anos pelo STF por ter invadido o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.
