
Os agentes algemam a mulher identificada como Jussara Bonfim Silva e a colocam no porta-malas da viatura.
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Uma mulher foi imobilizada por policias militares na tarde de sexta-feira (10) após uma ocorrência em um escritório na Avenida Paulista, na região central de São Paulo.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento da abordagem policial, considerada truculenta por testemunhas. Os agentes algemam a mulher identificada como Jussara Bonfim Silva e a colocam no porta-malas da viatura. A cena ocorre em frente à filha dela.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 16h para atender a um chamado de dano e ameaça em um escritório no número 1776 da avenida, no bairro da Bela Vista.
No local, segundo a polícia, a mulher identificada como Jussara Bonfim Silva foi ao escritório para tratar da rescisão de um contrato de trabalho e se envolveu em uma discussão com funcionárias após discordar dos valores.
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Ainda conforme o registro, durante o desentendimento, ela teria se exaltado, danificado uma porta de vidro e feito ameaças contra funcionárias do escritório. Uma das representantes da empresa afirmou à polícia que foi ameaçada e que a mulher chegou a dizer que “daria uma facada no bucho”, mas informou que, por enquanto, não pretende representar criminalmente pelo caso.
A própria Jussara confirmou que houve discussão e admitiu ter chutado a porta, o que causou o dano, mas negou ter feito ameaças.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi procurada, mas não se pronunciou até a última atualização desta reportagem.
Abordagem policial
Segundo a PM, a mulher resistiu a deixar o local, e foi necessário o uso de algemas para contê-la. Ainda de acordo com os policiais, as algemas foram retiradas após ela se acalmar, já dentro da viatura.
O vídeo que circula nas redes sociais, no entanto, mostra uma abordagem mais dura por parte dos agentes. Nas imagens, é possível ver a mulher sendo retirada do local sob contenção física, em meio a gritos e tensão, o que gerou questionamentos sobre a conduta policial.
A ocorrência foi registrada no 78º Distrito Policial, nos Jardins, como dano e ameaça.
Segundo a Polícia Civil, há indícios do crime de dano, que depende de queixa-crime para prosseguimento. Já em relação à ameaça, a funcionária foi orientada sobre o prazo de seis meses para apresentar representação criminal, caso decida levar o caso adiante.
