
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve em Miami neste sábado (11) para acompanhar a luta pelo título do UFC 327. A conduta do americano repercutiu na imprensa local após o republicano priorizar acompanhar o evento esportivo de artes marciais enquanto a negociação para um possível cessar-fogo no conflito no Oriente Médio acontecia. Seu vice, JD Vance, foi quem cumpriu a agenda para a tentativa de acordo entre os países.
Vance informou aos jornalistas, que mesmo Trump não estando presente, ele esteve em contato constante com o presidente e outras autoridades do governo.
O vice-presidente deixou o Paquistão após afirmar que as negociações entre Washington, capital americana e Teerã, capital iraniana, foram encerradas sem um acordo, após a recusa do Irã em aceitar os termos dos EUA de não desenvolver uma arma nuclear.
Indiferença de Trump
Quando saiu da Casa Branca, antes de embarcar para Miami, Trump declarou que, do ponto de vista dele, “não faz diferença” se um acordo for alcançado ou não com o Irã.
Um artigo publicado no jornal The New York Times, destacou a despreocupação de Trump com as negociações no momento da luta.
Na entrevista aos jornalistas, Trump afirmou que trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz, e citou que faz isso em nome de outros países, descrevendo-os como “medrosos, fracos ou mesquinhos”.
O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA.
Paquistão pede que cessar-fogo seja mantido
Após as tratativas para um possível fim nos conflitos no Oriente Médio fracassarem, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, fez um apelo para que o Irã e os EUA mantenham seu compromisso em seguir com o cessar-fogo, já que o acordo não aconteceu.
O ministro ainda acrescentou que o Paquistão continuará desempenhando papel de mediador, tentando facilitar o diálogo de Irã e EUA nos próximos dias.
As expectativas para um acordo já eram mínimas devido às grandes divergências entre os países e os ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano.
