
Irmãos pescam peixe de 2 metros e cerca de 100 kg que não pode ser consumido
Os irmãos e produtores rurais, Jardem Martins Parreira, de 40 anos, e Jadson Martins Parreira, de 38, que pescaram uma piraíba de 2 metros, afirmaram que pescam há 9 anos e sempre quiseram fisgar um exemplar deste tamanho. Por lei estadual de proteção ambiental, a piraíba não pode ser consumida e foi pescada apenas de forma esportiva.
O peixe foi fisgado na terça-feira (7), durante uma pescaria no Rio Araguaia, em Luiz Alves, distrito de São Miguel do Araguaia. De acordo com Jardem, essa não foi a primeira piraíba pescada por eles, mas o objetivo sempre foi encontrar uma com mais de 2 metros.
“Pescamos há nove anos já e conseguimos, sim, outros exemplares da mesma espécie, mas com tamanho menor. O sonho sempre foi um acima de 2 metros. Como já havíamos pegado outros durante esses anos, sempre queríamos algo maior e desta vez fomos privilegiados”, explicou Jardem.
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Após fisgar o animal de quase 100 kg, Jardem destacou que a sensação é de sonho realizado após tantos anos de pesca na região.
Espécies protegidas
Irmãos pescam piraíba de cerca de 2 metros e 100 kg no Rio Araguaia, em Luiz Alves, no norte de Goiás
Arquivo Pessoal/Jardem Martins Parreira
A legislação ambiental determina que a piraíba deve ser devolvida ao rio imediatamente após a captura. A pesca da espécie é permitida apenas na modalidade esportiva e, para isso, o pescador deve possuir licença emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
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Conforme lei estadual, o animal e outras sete espécies estão proibidos de serem abatidos na Bacia Hidrográfica do Araguaia-Tocantins:
Bargada;
Jaú;
Piranambú, surubim-de-canal;
Pirapitinga-do-sul;
Piraíba, filhote, piratinga;
Pirarara;
Pirarucu, pirosca;
Rubinho.
De acordo com o guia e tecnólogo ambiental, Rodrigo Viúva, atualmente, somente o tambaqui — considerado uma espécie invasora — pode ser pescado e consumido na região, mas fora da piracema.
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