Os Estados Unidos anunciaram que irão impor um bloqueio no Estreito de Ormuz a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13). A decisão foi divulgada no domingo (12) pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que afirmou que a medida faz parte de uma estratégia para ampliar a pressão sobre o Irã em meio à escalada do conflito na região.
Segundo o comunicado publicado na rede X, o bloqueio será direcionado a embarcações que entrem ou saiam de portos iranianos localizados no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. A operação, segundo os militares americanos, será aplicada de forma uniforme a navios de todas as nacionalidades que tenham ligação com essas rotas.
De acordo com Washington, a medida não pretende interromper completamente a navegação internacional. Embarcações que não estejam destinadas a portos iranianos poderão atravessar o Estreito de Ormuz normalmente, mantendo o fluxo global de transporte marítimo.
Irã vinha permitindo passagem no Estreito de Ormuz mediante pedágio
Apesar das restrições recentes impostas por Teerã, o Estreito de Ormuz não estava tecnicamente fechado até agora. O governo iraniano vinha autorizando gradualmente a passagem de alguns petroleiros, mediante pagamento de pedágios que poderiam chegar a US$ 2 milhões por embarcação, segundo relatos divulgados por autoridades e analistas da região.
Além disso, o Irã continuou permitindo a circulação de seu próprio petróleo durante o período de tensão militar. Esse fluxo tem sido visto por analistas como uma forma de preservar receitas estratégicas para o governo iraniano durante o conflito.
Com a decisão de Washington, a expectativa é que essa fonte de financiamento seja afetada, já que o bloqueio pode restringir significativamente o acesso de embarcações aos portos iranianos.
Pressão estratégica sobre Teerã
A decisão americana ocorre após declarações do presidente Donald Trump defendendo o bloqueio da passagem marítima como forma de ampliar a pressão sobre o governo iraniano.
A resposta iraniana veio rapidamente. O presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou nas redes sociais um mapa com preços da gasolina em postos próximos à Casa Branca.
Na mensagem, ele afirmou que os consumidores americanos deveriam aproveitar os preços atuais do combustível, sugerindo que a medida poderia provocar impacto nos custos de energia.
“Aproveitem o preço atual da gasolina. Com o que está sendo chamado de bloqueio, vocês logo sentirão falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5”, afirmou.
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