Esculpidas em penhascos há 2.400 anos, as tumbas de Myra na Turquia surgem como um registro bizarro e colossal de uma civilização perdida

Esculpidas em penhascos há 2.400 anos, as tumbas de Myra na Turquia surgem como um registro bizarro e colossal de uma civilização perdida

Situadas na província de Antália, na Turquia, as Tumbas Lícias de Myra formam uma necrópole monumental encravada em penhascos verticais. Este registro bizarro e colossal de uma civilização antiga de 2.400 anos fascina historiadores e viajantes.

Por que as tumbas foram esculpidas em penhascos tão altos?

A civilização lícia acreditava que criaturas mágicas aladas eram responsáveis por transportar as almas dos mortos para o além. Posicionar os túmulos o mais alto possível nos penhascos facilitaria essa ascensão celestial.

Essa crença religiosa impulsionou uma engenharia extrema, desafiando a gravidade para esculpir a rocha bruta em ângulos perigosos. As tumbas mais altas eram geralmente reservadas para a elite e figuras importantes, demonstrando status mesmo após a morte.

Esculpidas em penhascos há 2.400 anos, as tumbas de Myra na Turquia surgem como um registro bizarro e colossal de uma civilização perdida
Fachadas de monumentos funerários esculpidos em rocha vertical nos penhascos da Turquia – Créditos: depositphotos.com / sertur_vetan

Como a arquitetura funerária imita as casas da época?

Um aspecto fascinante da necrópole de Myra é que as fachadas de pedra foram esculpidas para imitar exatamente a arquitetura das casas de madeira lícias. É possível notar detalhes como vigas falsas, pilares e telhados entalhados no calcário.

A Turquia abriga diversos sítios arqueológicos, mas Myra possui características únicas detalhadas pelo Turkish Museums. Preparamos uma comparação direta entre as necrópoles lícias para orientar seu roteiro cultural:

Necrópole Lícia Localização na Turquia Característica Principal
Tumbas de Myra Demre (Antália) Foco em aglomerados verticais imitando vilas
Tumbas de Amintas Fethiye (Muğla) Foco em fachadas de templos iônicos imponentes

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O que as inscrições nas fachadas revelam sobre o povo lício?

Embora muitas tumbas tenham sido saqueadas na antiguidade, as inscrições esculpidas nas rochas sobreviveram ao tempo. Elas oferecem textos em idioma lício que detalham leis, famílias e maldições severas contra violadores de túmulos.

Esses registros epigráficos são fundamentais para os arqueólogos que estudam essa civilização perdida da Ásia Menor. A preservação desses textos ao ar livre atesta a durabilidade da rocha e o clima mediterrâneo favorável da região de Antália.

O que mais visitar no complexo arqueológico turco?

O sítio arqueológico de Myra vai muito além de sua famosa parede de túmulos. Logo abaixo dos penhascos, os visitantes encontram ruínas greco-romanas espetaculares que mostram a evolução e a conquista da cidade por diferentes impérios.

Além dos paredões esculpidos, o sítio oferece outras ruínas grandiosas catalogadas pelo Go Türkiye, o portal oficial de turismo. Veja as estruturas que complementam a visita:

  • Teatro Romano: Um anfiteatro massivo com capacidade para 10.000 espectadores.

  • Máscaras Teatrais: Blocos de pedra esculpidos com faces dramáticas da antiguidade.

  • Igreja de São Nicolau: Próxima ao sítio, onde o “Papai Noel” original foi bispo.

Como organizar sua viagem para a província de Antália?

O acesso a Myra (na moderna cidade de Demre) é feito por estradas costeiras cênicas a partir de Antália ou Fethiye. Alugar um carro é a opção mais flexível, permitindo paradas nas águas azul-turquesa da Riviera Turca ao longo do caminho.

A melhor época para visitar é na primavera ou no outono, evitando o calor escaldante do verão mediterrâneo, que torna a caminhada pelas ruínas exaustiva. Caminhar sob essas fachadas ancestrais é uma verdadeira viagem no tempo, revelando os mistérios do povo lício.

Se você se impressiona com relíquias da antiguidade cravadas em montanhas, o vídeo do canal TURQUIA PARA VOCÊ é indispensável. O conteúdo apresenta a antiga cidade de Mira, destacando as fascinantes Tumbas Lícias esculpidas nas rochas e o imponente teatro romano, além de contar a história da região onde viveu São Nicolau:

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