Com produção de 300 mil selos medicinais por dia, farmacêutica suíça escala tecnologia de ponta em filmes orodispersíveis

Com produção de 300 mil selos medicinais por dia, farmacêutica suíça escala tecnologia de ponta em filmes orodispersíveis

A IBSA (Institut Biochimique SA), uma multinacional farmacêutica suíça com base italiana, fatura hoje quase 1 bilhão de euros e opera em mais de 90 países. O segredo de seu sucesso não está em descobrir novas moléculas, mas em revolucionar o drug delivery, a forma como os medicamentos chegam ao corpo do paciente.

Como o foco em “Drug Delivery” transforma patentes conhecidas?

Enquanto os gigantes farmacêuticos (Big Pharma) gastam bilhões no desenvolvimento de novos princípios ativos, a IBSA foca em melhorar medicamentos que já existem. O modelo de negócio da empresa é pegar uma molécula comprovada e encontrar “a melhor forma” de administrá-la, aumentando a eficácia e a adesão do paciente ao tratamento.

Essa abordagem pragmática minimiza os riscos financeiros de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Segundo dados do setor de saúde acompanhados pelo Sindusfarma, inovações em drug delivery são essenciais para reduzir efeitos colaterais e garantir que pacientes idosos ou crianças consigam usar a medicação corretamente.

Com produção de 300 mil selos medicinais por dia, farmacêutica suíça escala tecnologia de ponta em filmes orodispersíveis
(Imagem ilustrativa)O processo de fabricação de filmes que dissolvem na língua sem necessidade de água, transformando a adesão a tratamentos

O que é a tecnologia FilmTec e como ela dissolve na língua?

A inovação mais visual da empresa é a tecnologia FilmTec, criada em colaboração com pesquisadores da Universidade de Milão. Trata-se de um filme orodispersível muito fino que se dissolve instantaneamente sobre a língua, sem necessidade de água, administrando vitaminas (como D e B12) ou remédios controlados.

O processo de fabricação dessa película em Cassina de’ Pecchi lembra mais uma confeitaria de alta tecnologia do que um laboratório tradicional. Para entender a vantagem dessa tecnologia, comparamos o filme orodispersível com as opções convencionais do mercado:

Forma de Administração FilmTec (Filme Orodispersível) Comprimidos / Cápsulas Tradicionais
Necessidade de Água Nenhuma (dissolve na saliva) Obrigatória para deglutição
Absorção no Corpo Muito rápida (via mucosa bucal) Mais lenta (passa pelo trato digestivo)
Público-Alvo Ideal Crianças, idosos e pessoas com disfagia Adultos sem dificuldade de deglutição

Leia também: Com motor bi-turbo de 204 cv e tração 4×4 Super Select, a Mitsubishi Triton surge como a picape mais robusta e durável para enfrentar terrenos extremos

Como a IBSA revolucionou as seringas e o ácido hialurônico?

Além dos filmes orais, o fundador da empresa, Arturo Licenziati, revolucionou o mercado com adesivos transdérmicos para anti-inflamatórios locais, inspirados na tecnologia japonesa. Na área da fertilidade, desenvolveram a primeira formulação aquosa (e indolor) para hormônios de reprodução assistida, substituindo as antigas injeções oleosas.

A empresa também é líder global na produção biotecnológica de ácido hialurônico de altíssima pureza. Esse componente, obtido sem extração animal, é o padrão ouro tanto para infiltrações ósseo-articulares na medicina esportiva quanto para preenchedores faciais na medicina estética.

Para explorar os bastidores de uma multinacional farmacêutica de 1 bilhão de euros, destacamos o vídeo do canal Marcello Ascani. O criador leva você para dentro dos laboratórios e fábricas da IBSA na Itália e Suíça, mostrando como a tecnologia e a inovação são aplicadas para criar tratamentos e medicamentos avançados:

Como é a fabricação dos filmes orodispersíveis em larga escala?

A produção dos filmes envolve misturar maltodextrina, água e o princípio ativo em um grande reator, formando um líquido viscoso. Essa mistura é espalhada em uma película contínua que passa por uma série de fornos de secagem, evaporando a água e resultando em uma longa folha flexível e seca.

Por fim, máquinas de alta precisão cortam a folha em pequenos quadrados, do tamanho de um selo postal, e os selam individualmente. A seguir, listamos os pontos críticos desse processo que garantem a segurança do paciente:

  • Controle de Umidade: Evita que os filmes derretam ou grudem antes de serem embalados.

  • Corte Milimétrico: Garante que a dose exata do princípio ativo (ex: ferro) esteja em cada selo.

  • Velocidade de Selagem: Capacidade de embalar entre 200 a 300 mil selos diariamente.

Como o setor farmacêutico lida com desastres e ataques cibernéticos?

Operar em um setor altamente regulado exige uma gestão de riscos implacável. O diretor-geral, Giuseppe Celiberti, destaca que a logística da empresa foi testada recentemente por “cisnes negros” (eventos imprevisíveis), como uma grave inundação que destruiu um armazém em Lodi e tentativas de ataques cibernéticos a seus servidores.

A resiliência industrial provou-se fundamental. No Brasil e no mundo, agências reguladoras como a ANVISA exigem planos de contingência robustos para que o fornecimento de medicamentos vitais não seja interrompido, independentemente de enchentes ou falhas de segurança digital.

O post Com produção de 300 mil selos medicinais por dia, farmacêutica suíça escala tecnologia de ponta em filmes orodispersíveis apareceu primeiro em BM&C NEWS.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.