Megaoperação da PF: vendedor de Campinas é preso em ação contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro


Operação da PF contra transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão prende MC Ryan SP e Poze do Rodo
Um vendedor chamado Vitor Ferreira da Cruz Junior foi alvo de um mandado de prisão na Vila Marieta, em Campinas (SP), nesta quarta-feira (15), durante a megaoperação da Polícia Federal contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
A informação foi confirmada pela Polícia Federal de Campinas em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, mas até a publicação desta reportagem a corporação não detalhou a atuação do vendedor no esquema investigado.
Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos. A prisão de Ryan aconteceu em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, também foram presos na operação, além de outros produtores de conteúdo.
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta a atuação de uma organização criminosa estruturada, que utilizava empresas de fachada, transporte de dinheiro em espécie, criptoativos e bens de alto valor para ocultar a origem de recursos ilícitos. A Justiça determinou ainda bloqueio de contas, sequestro de bens e restrições societárias.
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Colar com imagem de Pablo Escobar e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Divulgação/PF
Onde ocorreram as ações da Operação Narco Fluxo
As ações da Polícia Federal ocorreram em ao menos 20 cidades, distribuídas por sete estados e o Distrito Federal. A Justiça decretou mais de 90 mandados, quase 40 deles só de prisão e os demais de busca e apreensão em imóveis dos alvos investigados.
Em São Paulo, houve cumprimento de mandados na capital e em Itupeva, Santos, Igaratá, Guarujá, São Sebastião, Praia Grande, Jundiaí, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes, Campinas, Bragança Paulista e Bauru.
No Rio de Janeiro, a operação teve ações na capital e em Cachoeira do Macacu. No Paraná, em Candói e Sarandi. Em Santa Catarina, em Brusque e Cocal do Sul. No Espírito Santo, em Serra e Vitória.
Também houve ações em Brasília (DF), Goiânia (GO), Recife (PE) e Bacabal (MA).
Esquema bilionário e próximos passos
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa investigada teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão ao longo dos últimos anos. Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
As investigações continuam, e a PF não descarta novas fases da operação. As defesas de MC Poze do Rodo, de Chrys Dias e de Raphael Souza não haviam se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Operação da PF mira organização criminosa por lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão
Divulgação/PF
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