
Duas pessoas foram presas por explorar sexualmente adolescente em Manacapuru.
Divulgação/PC-AM
Uma criança de 11 anos foi novamente vítima de exploração sexual em Manacapuru, no interior do Amazonas, após já ter sido resgatada de um caso de “casamento infantil” em 2025. A irmã dela, de 21 anos, e um homem de 65 anos foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento no crime, conforme a Polícia Civil.
A prisão ocorreu durante uma ação integrada das polícias Civil e Militar, na noite de terça-feira (14), após denúncia anônima de que duas jovens, de 11 e 17 anos, estavam sendo aliciadas em um estabelecimento flutuante na orla do Rio Solimões.
Segundo a polícia, a criança era levada ao local contra a vontade e obrigada a manter relações com o suspeito, enquanto a irmã mais velha fazia o agenciamento. Em troca, ela recebia pequenas quantias em dinheiro e até alimentos. No dia do flagrante, a vítima recebeu R$ 20 e dois litros de açaí pelo programa.
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De acordo com o comandante do Policiamento do Interior da PM, coronel Hildvaney Freitas, as duas vítimas estavam no local indicado na denúncia e a criança confirmou os abusos. Ela relatou que permaneceu cerca de 30 minutos em um quarto com o homem de 65 anos, enquanto a adolescente aguardava do lado de fora.
Durante a abordagem, o suspeito recebeu uma ligação da irmã das vítimas. Um policial atendeu o telefone e se identificou, momento em que a mulher desligou. O homem foi preso e levado à delegacia.
Pouco depois, a irmã compareceu ao local e também foi detida.
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Investigação continua
A adolescente de 17 anos também é tratada, inicialmente, como vítima. Segundo a polícia, há indícios de que tanto ela quanto a criança de 11 anos estavam submetidas à autoridade da irmã de 21 anos, que determinava as ações e fazia o agenciamento.
“Quanto à existência de outras possíveis vítimas, a investigação seguirá com esse foco. Já realizamos a apreensão dos aparelhos celulares dos envolvidos, justamente porque esses dispositivos podem trazer elementos importantes para identificação de outros participantes e também de outras crianças e adolescentes que possam estar sendo explorados”, ressaltou a delegada.
Primeiro resgate
Segundo a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, a criança já havia sido resgatada em novembro de 2025 de uma situação de “casamento infantil” com um homem de 33 anos, com conivência do pai. Ambos foram presos na época. A mãe também apresentava conduta omissiva e tinha medida protetiva que a impedia de se aproximar da filha.
Após o resgate, a menina foi acolhida em uma unidade de proteção, mas há cerca de um mês passou a viver sob responsabilidade da irmã mais velha, período em que voltou a ser explorada.
“Ela relatou que era levada sob ameaças, inclusive de retornar ao abrigo caso não obedecesse. No local, os abusos eram praticados enquanto a irmã organizava a situação”, explicou a delegada.
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