Polícia tenta prender 11 em operação contra esquema de pirâmide que impôs R$ 7,5 milhões de prejuízo

A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do RJ iniciou nesta sexta-feira (17) uma operação para cumprir 11 mandados de prisão contra integrantes de uma associação criminosa suspeita de aplicar golpes de pirâmide financeira no Rio de Janeiro.
Segundo a polícia, o esquema funcionava desde 2020 e causou prejuízo de aproximadamente R$ 7,5 milhões. Há pelo menos 165 ações judiciais e registros de ocorrências contra os investigados.
De acordo com as investigações, o grupo criou um conglomerado de 19 empresas de fachada, todas registradas no mesmo endereço, na Rua da Assembleia, no Centro do Rio, para dar aparência de legalidade ao negócio.
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Promessas de lucro e bloqueio de saques
Os investigados prometiam retorno de cerca de 3% ao mês aos investidores. Nos primeiros meses, os pagamentos eram feitos para gerar confiança, enquanto as vítimas eram incentivadas a reinvestir valores e indicar novos participantes. Posteriormente, porém, os saques eram bloqueados.
Os rendimentos eram pagos com o dinheiro de novos investidores, prática conhecida como esquema Ponzi.
A polícia afirma que, quando uma das empresas começava a apresentar problemas ou acumular reclamações, os investigados abriam uma nova pessoa jurídica e migravam os clientes, mantendo o funcionamento do esquema.
Casos de vítimas
A investigação identificou situações em que vítimas fizeram aportes elevados ao longo do tempo. Em um dos casos, uma pessoa investiu cerca de R$ 1,5 milhão em contratos sucessivos.
Segundo a polícia, outra vítima foi convencida a contrair um empréstimo para investir no esquema e acabou ficando com a dívida após não conseguir resgatar o valor aplicado.
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