
Quando a gente pensa em casa clássica, costumamos imaginar molduras, proporções equilibradas e uma sensação de “ordem” na fachada. Na prática, o clássico não é um pacote fechado; ele é um modo de organizar volume, aberturas e detalhes para criar uma imagem atemporal, algo que resiste ao tempo sem precisar aparecer como tendência.
Um exemplo dessa releitura aparece em um projeto apresentado no Anuário Conectar, onde a Mundial Acabamentos esteve presente. A casa aposta em volumetria forte e linhas simétricas, mas troca o “ornamento pesado” por um desenho mais limpo e pelo contraste entre o claro e o escuro. “A fachada é o grande destaque, com volumetria marcante e simetria nas linhas […]”, descreve a Arquiteta Ana Paula Neves. Assim, entram materiais que puxam o clássico para o presente: esquadrias em alumínio escuro, gradis detalhados e uma porta em ACM preto.
Fachada com esquadrias escuras e base clara, “Contraste entre tons claros e esquadrias escuras atualiza o clássico sem perder a elegância.”
Brian Dias
Contraste é a palavra-chave, mas ele precisa ser inteligente
O contraste (claro/escuro) virou quase uma assinatura das fachadas contemporâneas. Só que, quando ele se junta a um desenho clássico, o resultado ganha “cara de projeto” e não apenas de pintura nova.
No projeto, a base clara faz a casa parecer mais leve, enquanto as esquadrias escuras desenham o contorno das aberturas e valorizam a simetria. Esse jogo de oposição também ajuda a “atualizar” elementos tradicionais como gradis e portões: em vez de dourados e muito trabalhados, eles aparecem com desenho mais contido e acabamento mais sóbrio.
Detalhe da porta principal: “A entrada vira ponto focal quando a porta assume protagonismo.”
Brian Dias
Vidro, luz e a sensação de casa mais leve
Outro recurso que aparece com força na releitura do clássico é o vidro, não só por estética, mas por conforto. “Grandes painéis de vidro ampliam a entrada de luz e promovem uma maior leveza nos espaços”, registra Ana Paula Neves. A consequência é uma casa mais clara durante o dia, com menos necessidade de acender lâmpadas, e uma conexão mais natural com o jardim.
Para quem está reformando, nem sempre dá para trocar todas as esquadrias, mas dá para “simular” alguns efeitos: ampliar vãos em pontos estratégicos, substituir paredes por portas de correr na varanda, ou ainda escolher cortinas e persianas que controlam a luz sem escurecer.
Painéis de vidro e luz natural: “Vidro amplia a iluminação e deixa a casa mais leve durante o dia.”
Brian Dias
O clássico também mora dentro e começa pela cozinha
Um erro comum é pensar que o clássico está só na fachada, mas ele aparece ou desaparece na escolha de acabamentos internos. No mesmo projeto, a cozinha se destaca pelo contraste: mobiliário escuro e bancadas e revestimentos claros. Para “aquecer”, entram detalhes amadeirados e puxadores dourados, um truque simples que muda a percepção de acabamento.
Em reformas, esse equilíbrio costuma funcionar bem quando a base é neutra (piso e paredes) e os “acentos” aparecem em pontos fáceis de trocar no futuro: metais, iluminação, marcenaria e objetos.
Cozinha com contraste: “Dentro de casa, o clássico contemporâneo aparece no equilíbrio entre materiais.”
Brian Dias
No banheiro, a linha é parecida: paleta suave, revestimentos neutros e peças com desenho marcante. O projeto destaca a valorização de cubas assinadas e a escolha criteriosa de acabamentos. Para trazer esse efeito para a vida real, sem extrapolar o orçamento, o caminho costuma ser escolher um bom revestimento principal (porcelanatos que lembrem mármore, por exemplo) e trabalhar com metais com acabamento consistente. O impacto vem mais do conjunto do que de uma peça isolada.
Projeto assinado por Ana Paula Neves
Brian Dias
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