
O Hospital Estadual de Sumaré, cidade do interior de São Paulo, informou nesta quinta-feira (16) que 14 pacientes internados na unidade foram diagnosticados com a bactéria multirresistente KPC. A identificação foi por meio de exames de rotina e, segundo a unidade, não caracteriza infecção.
Segundo o diagnóstico do hospital, isso significa que a bactéria está no organismo desses pacientes, mas sem causar doença ou sintomas, não exigindo tratamento com antibióticos. Ainda de acordo com a unidade, os pacientes são casos antigos e não apresentam quadro infeccioso ativo.
Mesmo assim, as equipes mantém protocolos preventivos, como isolamento, sinalização específica, uso de equipamentos exclusivos, adoção obrigatória de EPIs pela equipe assistencial e intensificação da limpeza e desinfecção.
A instituição também garante o fornecimento de insumos e a capacitação contínua das equipes.
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Situação de Campinas
Na cidade vizinha, Campinas, a UTI do Hospital Municipal Mário Gatti está fechada temporariamente, desde o dia 10 de março, depois do surto da bactéria, em que sete pacientes foram infectados.
Dois desses pacientes infectados morreram, mas a unidade informou que a causa do óbito não foi a bactéria.
A Rede Mário Gatti informou que oito pacientes permanecem internados com a KPC, e que após a reforma da UTI, o hospital voltará a receber pacientes.
Sobre a bactéria
A bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) é considerada uma “praga” em ambientes hospitalares, por se alastrar rapidamente e podendo ser mortal para recém-nascidos ou pacientes muito debilitados.
A superbactéria é resistente a vários antibióticos, por isso, é mais difícil de ser combatida. Ela foi identificada no Brasil, nos anos 2000, e desde então surtos são registrados de tempos em tempos.
A transmissão pode ocorrer por meio do contato com fluidos da pessoa infectada ou por aparelhos de ventilação mecânica, cateteres e sondas. Se existir falha no processo de higiene ou desinfecção do ambiente hospitalar, a superbactéria pode se alastrar de pessoa para pessoa, na chamada transmissão cruzada.
O tratamento é feito com antibióticos muito fortes, ou combinação de mais de um medicamento, inibindo a enzima do KPC de atuar. Mas para os medicamentos serem eficientes, o diagnóstico precisa ser rápido e o início do tratamento também.
Quais os sintomas?
As infecções mais comuns em diagnósticos de KPC são:
– infecções de corrente sanguínea (sepse) – pneumonia – infecções do trato respiratório – infecções urinárias, embora menos frequentes – infecções de feridas operatórias.
