
Guia pesca peixe gigante que não pode ser consumido em Goiás; vídeo
O guia de pesca Emival Cascavel fisgou uma piraíba gigante no Rio Araguaia, em Aruanã. Um vídeo obtido pela TV Anhanguera mostra o momento em que ele pega o peixe, que é chamado de Rainha do Rio Araguaia pelos pescadores (veja o vídeo acima). Depois de fisgado, o peixe de 1,58 m é solto novamente, respeitando as leis de preservação ambiental.
Segundo publicações feitas nesta quinta-feira (17), a pesca aconteceu no Porto da Aba, local onde ocorre a pesca esportiva na região. A secretária de Turismo da cidade, Priscilla Godoy, compartilhou vídeos da medição do animal.
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Antes da soltura, eles tiram fotos e até “fazem carinho” no peixe, que se movimenta na beira do rio. “O Porto da Aba se torna o porto da piraíba! Aruanã, a casa das piraíbas”, escreveu um perfil de turismo sobre a pesca.
Guia de pesca fisga piraíba gigante em Goiás
Reprodução/Instagram de Priscilla Godoy
Em outras imagens, quando soltam o peixe, eles aproveitam para reforçar o alerta de que as piraíbas devem ser libertadas, pois a pesca da espécie é considerada predatória.
“A gente vai fazer a solta. Pescaria aqui no Rio Araguaia é assim! Peixe bom, é peixe vivo!”, diz um deles.
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Consumo proibido
Uma Lei Estadual de 1997 proíbe o consumo da piraíba, que é uma espécie de grande importância ecológica para a região. Além da piraíba, outras sete espécies constam na lista de consumo proibido na Bacia Hidrográfica do Araguaia-Tocantins.
Veja abaixo:
Bargada;
Jaú;
Piranambú, surubim-de-canal;
Pirapitinga-do-sul;
Piraíba, filhote, piratinga;
Pirarara;
Pirarucu, pirosca;
Rubinho.
Ao g1, o professor e pesquisador da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Fabrício Teresa, disse que a piraíba é vulnerável a declínios populacionais e, por isso, precisa de proteção. Além disso, ele explica que a proibição também tem motivação econômica, pois ajuda a preservar a pesca esportiva.
“Atualmente, é a principal espécie alvo da pesca esportiva, que movimenta a economia de diversas cidades no vale do Araguaia. Então, sua proteção implica também na sustentabilidade dessa atividade que é importante para a economia da região”, disse.
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