Coral gigante com mais de 2 mil anos é encontrado

Coral com mais de 2 mil anos é encontradoAdministração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos

Uma equipe de pesquisadores da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos identificou uma impressionante formação coralínea considerada a maior já registrada do gênero Porites. A descoberta ocorreu nas Ilhas Maug, parte do arquipélago das Marianas, em uma área remota do oceano Pacífico. As informações são da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

De acordo com os cientistas envolvidos na missão, o tamanho extraordinário da colônia dificultou até mesmo sua medição. Por questões de segurança durante os mergulhos, não foi possível obter todos os dados com precisão no primeiro momento.

Gigante marinho surpreende cientistas em arquipélago remotoAdministração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos

Ainda assim, as estimativas apontam que o coral ocupa cerca de 1.347 metros quadrados, com mais de 31 metros de diâmetro em sua parte superior. A base, ainda mais extensa, chega a aproximadamente 62 metros.

Estimativas apontam que o coral ocupa cerca de 1.347 metros quadrados, com mais de 31 metros de diâmetro em sua parte superiorAdministração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos

O coral pode ter mais de 2 mil anos

Além das dimensões impressionantes, outro fator chama atenção: a possível idade da estrutura. Corais desse tipo costumam crescer lentamente, em torno de um centímetro por ano. Com base nesse ritmo, especialistas acreditam que a colônia pode ter mais de dois mil anos, embora a ausência de marcas de crescimento bem definidas dificulte a determinação exata.

Coral giganteAdministração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos

A formação está situada dentro de uma caldeira vulcânica na região da Fossa das Marianas, um ambiente marcado por características extremas. A área apresenta emissões naturais de dióxido de carbono, o que contribui para a acidificação da água ao redor, um fenômeno que ameaça recifes em várias partes do mundo.

Esse contraste torna o local ainda mais relevante para a ciência. Enquanto áreas próximas às fontes de gás apresentam sinais de degradação, o megacoral permanece saudável e resistente. Para os pesquisadores, essa coexistência oferece uma oportunidade única de estudar sobre como organismos marinhos podem reagir às mudanças químicas nos oceanos.

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