
Motociclista morreu depois que moto bateu na lateral de uma caminhonete na Mogi-Bertioga
Divulgação/Artesp
O número de mortes no trânsito nas cidades do Alto Tietê aumentou 17,6% em março deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga).
Ao todo, foram registradas 20 mortes em março de 2026, contra 17 no mesmo período de 2025 — três vítimas a mais. O aumento foi puxado principalmente pelos casos envolvendo motociclistas e colisões.
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Motociclistas lideram aumento de mortes
Os dados mostram uma mudança no perfil das vítimas. Em março de 2026, 12 motociclistas morreram em acidentes, mais que o dobro dos cinco casos registrados em março de 2025 — um aumento de 140%.
Já o número de pedestres mortos caiu de oito para cinco vítimas, redução de 37,5%. Em 2025, também foram registradas quatro mortes envolvendo ocupantes de carros, enquanto em 2026 não houve registros desse tipo. Por outro lado, três ciclistas morreram em março deste ano, categoria que não teve vítimas no mesmo mês do ano passado.
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Colisões aumentam e atropelamentos diminuem
O tipo de ocorrência mais comum também mudou entre os períodos analisados. As colisões passaram de cinco casos em março de 2025 para nove em março de 2026, um aumento de 80%.
Os choques também cresceram, passando de dois para cinco registros, alta de 150%.
Por outro lado, os atropelamentos diminuíram. Foram oito mortes desse tipo em março de 2025 e cinco em março de 2026, queda de 37,5%. Os casos classificados como outros passaram de dois para um.
Homens seguem como principais vítimas
Assim como em anos anteriores, os homens continuam sendo a maioria das vítimas no trânsito.
Em março de 2026, 19 homens morreram em acidentes, contra 15 no mesmo mês de 2025 — aumento de 26,7%. Já o número de mulheres vítimas caiu de duas para uma.
Mogi e Suzano concentram maior número de mortes
Entre as cidades do Alto Tietê, Mogi das Cruzes e Suzano concentraram o maior número de mortes em março deste ano, com cinco vítimas cada.
Em março de 2025, Mogi liderava com oito mortes, enquanto Suzano registrava dois casos. Já em 2026, houve redução em Mogi e aumento expressivo em Suzano.
Também registraram mortes em março de 2026:
Itaquaquecetuba: três mortes (eram duas em 2025)
Arujá: duas mortes (uma em 2025)
Santa Isabel: duas mortes (uma em 2025)
Biritiba-Mirim: duas mortes (duas em 2025)
Ferraz de Vasconcelos: uma morte (não havia registros em 2025)
Em março de 2025, também houve registros em Salesópolis, com uma morte, cidade que não teve acidentes com morte em março deste ano.
Maioria das mortes ocorre em vias municipais
A maior parte das mortes ocorreu em vias municipais nos dois períodos analisados.
Em março de 2026, foram 14 mortes em vias municipais, aumento de 40% em relação às 10 registradas em março de 2025.
Já as mortes em vias estaduais caíram de sete para quatro, redução de 42,9%. Em março deste ano, também foram registradas uma morte em via federal e um caso sem informação sobre a via.
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