
Paciente com câncer terminal casa com companheira em capela de hospital de Itapetininga
O paciente com câncer terminal que se casou com a companheira na capela do Hospital Léo Orsi Bernardes (HLOB), em Itapetininga (SP), morreu nesta sexta-feira (17), dez dias após a cerimônia. A informação foi confirmada pela família ao g1.
Francisco Ferreira dos Santos enfrentava um câncer no estômago há 13 anos e estava internado na ala de cuidados paliativos da unidade. Ele e Cleonice Lima oficializaram a união após 16 anos de relacionamento, depois que o paciente manifestou o desejo de se casar.
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O corpo de Francisco será velado a partir das 16h30 desta sexta-feira, na Funerária Camargo, em Itapetininga. O sepultamento está previsto para as 9h de sábado (18), no Cemitério Jardim Colina da Paz, também na cidade.
O padre responsável pelo matrimônio, Fernando Carvalho, informou ao g1 que também fará as exéquias, ritos fúnebres da Igreja Católica, durante o sepultamento de Francisco.
“Este é um momento de muita dor para todos nós, pois, nesses últimos dias, ele tocou profundamente nossas vidas com sua sensibilidade e presença”, lamenta o padre.
‘Uma história muito bonita’
A noiva contou ao g1 que o casal se conheceu em Itapetininga, durante uma festa: “Nós nos conhecemos durante um baile em Itapetininga e eu acabei convidando ele para dançar. Ele ficou ‘que nem bobo’. Foi uma história muito bonita”.
Segundo Cleonice, a ideia de oficializar a união partiu de Francisco. Ele passou a enfrentar a doença de forma mais agressiva nos últimos dois anos.
Casamento foi celebrado na capela do hospital
Arquivo pessoal
A companheira, que estava ao lado dele durante a internação, conta que não imaginava viver esse momento dessa forma e que a cerimônia foi uma experiência única. Vestida de noiva, ela celebrou o matrimônio com o parceiro de longa data na capela do hospital. Assista ao vídeo no início da reportagem.
“Foi algo completamente único e que me deixou muito emocionada. Ele é a pessoa que eu sempre quis e fiz de tudo para ter por perto. Só Deus sabe o quanto eu amo esse homem”, diz.
A cerimônia teve não apenas a presença de diversos funcionários do hospital, mas também o apoio deles com a organização. A equipe conseguiu maquiador, padre, aliança, bolo e doces para a celebração ficar completa. Após a cerimônia religiosa, o casal assinou ali mesmo os documentos que oficializaram o casamento.
Francisco e Cleonice estão juntos há 16 anos
Arquivo pessoal
“Eu sequer imaginava que teria uma aliança. O casamento sempre foi um assunto muito comentado entre a gente. Nós falávamos que íamos fazer, mas nunca acontecia. Tivemos planos de fazer uma cerimônia mais íntima, mas chegou em um momento triste. É uma realização muito sonhada por nós dois”, destaca Cleonice.
Além da equipe médica, o casamento contou com a presença de familiares de Cleonice, que moram em Itapetininga. Já os parentes de Francisco não puderam comparecer devido à distância, já que moram no Ceará.
“Quando a porta da capelinha se abriu, foi a sensação mais bonita do mundo. Eu mal consigo descrever. Apenas olhava para a cara dele e pensava que ele era o homem mais bonito do mundo. Ele também disse isso para mim”, descreveu a noiva na ocasião.
*Colaborou sob a supervisão de Larissa Pandori
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