
A Academia Brasiliense de Direito está em festa. Nestes dias de colorir, nos quais setores da sociedade insistem em dividir o Brasil entre tons ideológicos, é imperioso afirmar que a nossa Academia Brasiliense de Direito não é azul nem vermelha. A nossa Academia é verde e amarela. É a expressão da inteligência jurídica nacional comprometida com a Constituição, com a democracia, com a dignidade humana e com o destino civilizacional do Brasil. Foi exatamente nesse espírito de elevação institucional que, aos 7 de maio de 2026, a eminente jurista Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha tomou posse como acadêmica da Academia Brasiliense de Direito, passando a ocupar a cadeira de nº 40 de nossa honorável Casa do saber jurídico nacional. A solenidade foi presidida pelo acadêmico Manoel Jorge e Silva Neto, cuja trajetória acadêmica e institucional confere à Academia Brasiliense de Direito elevado prestígio no cenário jurídico brasileiro. A acolhida coube à acadêmica Eunice Pereira Amorim Carvalhido, que realizou pronunciamento de rara sensibilidade, marcado por densidade intelectual, poesia e emoção, em homenagem à nova integrante da Academia. Também abrilhantou a cerimônia a presença do icônico Carlos Alberto Reis de Paula, figura histórica da magistratura brasileira, cuja vida pública representa verdadeiro patrimônio moral da Justiça nacional. A representação do Ministério Público se fez presente por meio do Dr. Carlos Roberto de Bortolli, reafirmando a relevância institucional e republicana do ato acadêmico. A Ministra Beth Rocha, como é carinhosamente conhecida nos meios jurídicos e acadêmicos, tornou-se a primeira mulher a presidir o bicentenário Superior Tribunal Militar, fato histórico que transcende a dimensão simbólica para ingressar definitivamente na memória institucional do Brasil. Sua presença na Presidência do STM representa muito mais do que uma conquista individual. Representa a afirmação do constitucionalismo humanista dentro de uma das mais tradicionais instituições da República. Representa a prevalência da dignidade da pessoa humana, dos direitos fundamentais e da racionalidade democrática em um tribunal secular de importância estratégica para o Estado brasileiro. A Ministra Maria Elizabeth Rocha é, seguramente, uma das mais importantes constitucionalistas brasileiras da atualidade. Possui sólida e refinada formação acadêmica, sendo Doutora em Direito Constitucional pela UFMG, Mestra em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade Católica Portuguesa, além de Doutora Honoris Causa. Contudo, sua grandeza não se limita ao currículo extraordinário. Ela é a própria doutrina que defende. Sua trajetória pública revela coerência rara entre pensamento e ação. Humanismo, fraternidade, constitucionalismo e respeito à pessoa humana vão além de suas formulações teóricas e acadêmicas. Manifestam-se concretamente em sua postura institucional, em sua sensibilidade jurídica e em sua visão profundamente civilizatória do Direito. Em tempos nos quais o mundo presencia crises institucionais, radicalizações e erosões éticas, figuras como a Ministra Maria Elizabeth Rocha tornam-se referências indispensáveis para a preservação do espírito constitucional e democrático. A Academia Brasiliense de Direito, ao recebê-la em seus quadros, engrandece-se ainda mais. E o Brasil jurídico também. Ricardo Sayeg Jornalista. Advogado. Jurista Imortal da Academia Brasiliense de Direito e da Academia Paulista de Direito. Professor Livre-Docente de Direito da PUC-SP, da UNIRIO e do INSPER. Pós-Doutor em Ciências Sociais e Doutor e Mestre em Direito Comercial, tudo pela PUC-SP. Oficial da Ordem do Rio Branco. Presidente da Comissão de Direito Econômico Humanista do IASP. Presidente da Comissão Nacional Cristã de Direitos Humanos do FENASP. Comandante dos Cavaleiros Templários do Real Arco Guardiões do Graal.
