
Enfermeira de Sorocaba trabalha há 15 anos no hospital que nasceu
Reprodução/NotreCare Sorocaba
Para muitos, hospital pode despertar sentimentos de medo e incerteza. Mas para a gerente de enfermagem, Nataly Teixeira Rosa, de Sorocaba (SP), estes corredores representam o começo de tudo. Ela trabalha há 15 anos no mesmo hospital onde nasceu, pois foi lá que descobriu sua vocação para cuidar de vidas.
O Dia Internacional da Enfermagem é celebrado nesta terça-feira (12). A data homenageia enfermeiros e técnicos de enfermagem pelos cuidados e dedicação à saúde dos pacientes.
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Nataly Teixeira, de 35 anos, é gerente de enfermagem do hospital NotreCare Sorocaba, da Hapvida. Ela nasceu no dia 29 de novembro de 1990, exatamente na mesma unidade de saúde em que hoje realiza seus sonhos profissionais.
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A mulher iniciou a carreira na unidade em 2011 como estagiária, foi efetivada em 2013, passou pela área de auditoria e tornou-se gerente três anos depois, em 2016.
“Todo mundo brinca que eu conheço até a incubadora, que está ali a incubadora em que eu nasci […] A gente cria carinho, cria amor pela instituição. É muito bom ver o crescimento da empresa, e eu fui crescendo junto”, conta a profissional.
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Para Nataly, trabalhar no mesmo lugar onde nasceu é um privilégio raro. “Eu acho que poucas pessoas têm oportunidade de falar isso. Muita gente nem vive na mesma cidade onde nasceu. Esse vínculo faz a gente tratar o hospital como se fosse realmente nosso, com um carinho especial”, relata.
A enfermagem, como a conhecemos, tem origem relativamente recente. Antes do final do século XIX, o cuidado aos doentes estava fortemente ligado aos princípios religiosos e era visto como uma vocação espiritual. As primeiras organizações que forneciam esses cuidados estavam ligadas a instituições religiosas, como igrejas.
“Eu acredito que é necessário ter vocação. Muitas vezes você tem que abdicar de suas coisas para poder cuidar do próximo. Mas eu acho que é muito gratificante você ver um paciente se recuperar, se curar […] Não tem preço. Eu não me imagino fazendo outra coisa. Acho que a enfermagem me escolheu”, diz a profissional.
De filha para gêmea
No dia do seu nascimento, a mãe da enfermeira, Ana Célia, foi levada inicialmente a outro hospital. Como não havia vagas, acabou indo para o Hospital e Maternidade Samaritano, hoje NotreCare Sorocaba.
“O curioso é que quando ela chegou, o médico colocou a mão na barriga dela e falou que tinha duas crianças. Minha mãe não sabia. Quando meu pai, José, foi falar com o médico, ele perguntou se ele era marido da Ana, dos gêmeos. Meu pai disse que não. Eles não sabiam que se tratava de gêmeos”, relata Nataly, cujo irmão gêmeo também se chama José.
Atualmente, o hospital não funciona mais como maternidade, o que impede a continuidade dessa história na próxima geração.
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