Plano de R$ 11 bi contra o crime organizado tem 4 etapas; veja

Por que o crime organizado no Brasil não é igual em todo lugarFernando Frazão/Agência Brasil

O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (12), o programa “Brasil Contra o Crime Organizado” durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. A iniciativa, com um investimento de R$ 11 bilhões, integra uma série de medidas do governo para aprimorar o combate e a investigação das organizações criminosas.

Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a medida, elaborada em conjunto com governos estaduais, especialistas e forças de segurança.

O lançamento reúne um decreto presidencial, quatro portarias que estruturam os eixos do programa e o anúncio das primeiras entregas e estruturas operacionais.

Pedro Maia, presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG): “O primeiro passo no enfrentamento do crime organizado é a asfixia financeira e é núcleo deste Programa”, pontuou e afirmou ainda que o Brasil vai seguir a estratégia internacional de muitos países no rastreio do dinheiro do crime, estratégia “Follow the Money” (siga o dinheiro). A ideia é desmantelar, quebrar a estrutura criminosa de dentro para fora.

Plano com diversas frentes

Conforme o governo federal, o programa é estruturado em quatro eixos estratégicos:

  • Asfixia financeira das organizações criminosas;
  • Fortalecimento da segurança no sistema prisional;
  • Qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios;
  • Combate ao tráfico de armas.

Para 2026, estão previstos R$ 1,06 bilhão em investimentos diretos, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados e municípios investirem em equipamentos e tecnologia de segurança pública.

As ações incluem operações integradas contra lavagem de dinheiro, implantação de padrão de segurança máxima em presídios, modernização da perícia criminal e criação de uma rede nacional de combate ao tráfico de armas, com uso de drones, scanners, bloqueadores de sinal, sistemas de inteligência e viaturas especializadas.

A iniciativa foi oficializada por meio de um decreto presidencial, além de quatro portarias. Para terem acesso aos recursos disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os estados precisarão aderir oficialmente às medidas previstas pelo governo federal.

*Reportagem em atualização

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