
O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (12), o programa “Brasil Contra o Crime Organizado” durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. A iniciativa, com um investimento de R$ 11 bilhões, integra uma série de medidas do governo para aprimorar o combate e a investigação das organizações criminosas.
Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a medida, elaborada em conjunto com governos estaduais, especialistas e forças de segurança.
O lançamento reúne um decreto presidencial, quatro portarias que estruturam os eixos do programa e o anúncio das primeiras entregas e estruturas operacionais.
Pedro Maia, presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG): “O primeiro passo no enfrentamento do crime organizado é a asfixia financeira e é núcleo deste Programa”, pontuou e afirmou ainda que o Brasil vai seguir a estratégia internacional de muitos países no rastreio do dinheiro do crime, estratégia “Follow the Money” (siga o dinheiro). A ideia é desmantelar, quebrar a estrutura criminosa de dentro para fora.
Plano com diversas frentes
Conforme o governo federal, o programa é estruturado em quatro eixos estratégicos:
- Asfixia financeira das organizações criminosas;
- Fortalecimento da segurança no sistema prisional;
- Qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios;
- Combate ao tráfico de armas.
Para 2026, estão previstos R$ 1,06 bilhão em investimentos diretos, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados e municípios investirem em equipamentos e tecnologia de segurança pública.
As ações incluem operações integradas contra lavagem de dinheiro, implantação de padrão de segurança máxima em presídios, modernização da perícia criminal e criação de uma rede nacional de combate ao tráfico de armas, com uso de drones, scanners, bloqueadores de sinal, sistemas de inteligência e viaturas especializadas.
A iniciativa foi oficializada por meio de um decreto presidencial, além de quatro portarias. Para terem acesso aos recursos disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os estados precisarão aderir oficialmente às medidas previstas pelo governo federal.
*Reportagem em atualização
