A última mansão em que Michael Jackson viveu

A última casa que Michael Jackson viveu em Los Angeles.Reprodução

Michael Jackson passou os últimos meses de sua vida escondido atrás dos portões de uma das mansões mais luxuosas de Los Angeles. O endereço era 100 North Carolwood Drive, em Holmby Hills, um bairro onde vizinhos já foram nomes como Marilyn Monroe, Elvis Presley e moradores da famosa da mansão da Playboy.

A mansão na Carolwood Drive, em Holmby Hills, foi o último endereço de Michael Jackson Wiki/Reprodução

Somente de aluguel, o Rei do Pop pagava a bagatela de cerca de US$ 100 mil por mês, fora os outros gastos que essa enorme mansão deveria demandar.

A residência era um verdadeiro palácio. Construída em estilo château francês pelo arquiteto Richard Landry, conhecido em Hollywood como “o rei das megamansões”, a propriedade havia sido concluída em 2002 pelo empresário Mohamed Hadid, pai das modelos Gigi e Bella Hadid.

O cinema particular da última casa de Michael Jackson em Los Angeles.Reprodução

A mansão possuía mais de 1.500 metros quadrados de área construída em um terreno cercado por árvores gigantescas e muros altos que protegiam completamente a privacidade do cantor, algo que com toda certeza foi essencial na escolha no cantor, que gostava de privacidade em sua vida pessoal. Havia sete quartos, 13 banheiros, elevador interno, spa, academia privada, adega subterrânea, sala de degustação de vinhos, biblioteca, cinema particular e um gigantesco salão principal inspirado nos luxuosos castelos da monarquia absolutista francesa do século XVIII.

Os detalhes internos da casa impressionavam até para os padrões milionários de Hollywood: pisos de mármore italiano, lustres de cristal, tetos altíssimos, escadarias curvas, móveis clássicos importados da Europa e 12 lareiras espalhadas pelos cômodos. A suíte principal de Michael era digna de filme, possuía uma varanda com vista para os jardins, enormes cortinas douradas e um banheiro luxuoso revestido em mármore.

A cozinha da última casa de Michael Jackson em Los AngelesReprodução

Do lado de fora, a propriedade parecia um resort privado. Os jardins eram meticulosamente cuidados, com fontes ornamentais, caminhos de pedra, palmeiras, roseiras e uma piscina monumental escondida entre a vegetação. Havia ainda uma casa separada para hóspedes e funcionários, além de um enorme pátio fechado para carros.

O quintal da última casa de Michael Jackson em Los Angeles.Reprodução

Foi naquela mansão que Michael tentou preparar seu grande retorno. Em 2009, ele ensaiava diariamente para a turnê “This Is It”, que aconteceria em Londres e prometia ser o maior comeback da história da música. Os ensaios mostravam um artista ainda perfeccionista, extremamente magro, mas completamente envolvido com o espetáculo. Ele revisava coreografias, iluminação, figurinos e efeitos especiais obsessivamente.

Por trás das cortinas da douradas da mansão, porém, a situação era muito mais sombria. Michael sofria de insônia severa havia anos. Segundo relatos, ele dormia apenas algumas horas por semana e dependia cada vez mais de medicamentos pesados. Seu médico pessoal, Conrad Murray, passou então a administrar Propofol, um anestésico cirúrgico usado normalmente em hospitais, esta atitude teria consequencias catastróficas na vida do cantor.

Na manhã de 25 de junho de 2009, empregados da casa perceberam que algo estava errado. Murray tentou reanimar Michael dentro do quarto enquanto seguranças e funcionários corriam pelos corredores da mansão. Pouco depois, ambulâncias chegaram ao Carolwood Drive. Helicópteros de emissoras sobrevoavam o bairro enquanto fãs começavam a se reunir diante dos portões.

O quarto de Michael JacksonReprodução

Michael Jackson foi levado às pressas ao Ronald Reagan UCLA Medical Center, mas morreu poucas horas depois, aos 50 anos. A causa oficial foi intoxicação aguda por Propofol combinada com outros sedativos. O caso chocou o mundo inteiro e transformou instantaneamente a mansão em um dos endereços mais famosos, e trágicos da cultura pop.

Após sua morte, centenas de fãs passaram a deixar flores, cartas, velas e fotografias nos portões da propriedade. Em 2011, mais de 500 objetos da mansão foram leiloados, arrecadando quase US$ 1 milhão.

Entre os itens mais comentados estavam o espelho onde Michael escreveu mensagens motivacionais para si mesmo, vendido por US$ 25.750, um pequeno quadro-negro na cozinha com a frase “I love Daddy”, , escrita pelos filhos do cantor, que emocionou os fãs foi vendido por US$ 5 mil, e até a cama onde ele morreu, arrematada por cerca de US$ 85 mil. Objetos simples da residência, poltronas, almofadas, móveis e peças decorativas, passaram a valer pequenas fortunas apenas por terem pertencido ao último lar do Rei do Pop.

A família Guez passou anos tentando vender a propriedade após a morte de Jackson. O negócio foi finalmente fechado em 2012 por US$ 18,1 milhões, depois de a mansão ter sido anunciada inicialmente por US$ 23,9 milhões.

O comprador foi o banqueiro Steven Mayer. A negociação foi intermediada por Mauricio Umansky, estrela de “The Real Housewives of Beverly Hills”, um reality show americano que acompanha a vida luxuosa, os conflitos, amizades, festas e escândalos de mulheres milionárias que vivem em Beverly Hills, representando tanto o comprador quanto os vendedores.

Porém, a casa continuou carregando a sombra daquela manhã de junho. Em Hollywood, algumas mansões ficam famosas pelo luxo. Outras, pela tragédia. Poucas carregam uma história tão melancólica quanto a última residência de Michael Jackson.

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