A cidade engolida pelo Mediterrâneo que devolve estátuas gigantes e templos depois de mais de 1.200 anos submersa

A cidade engolida pelo Mediterrâneo que devolve estátuas gigantes e templos depois de mais de 1.200 anos submersa

A cidade submersa Thonis-Heracleion permaneceu oculta sob as águas da baía de Abu Qir por séculos. Diante disso, pesquisas arqueológicas subaquáticas recentes revelam monumentos colossais e moedas de ouro que ajudam a reconstruir o passado comercial do antigo Egito.

Como ocorreu o desaparecimento de Thonis-Heracleion?

No final do século VIII, uma combinação severa de catástrofes naturais atingiu a costa egípcia de forma devastadora. Terremotos de grande magnitude e maremotos subsequentes enfraqueceram as fundações de argila do solo, causando um fenômeno geológico raro conhecido internacionalmente pelos especialistas como liquefação do solo arenoso da baía.

Consequentemente, o peso dos monumentos colossais forçou o afundamento rápido de toda a infraestrutura urbana da região. Dessa forma, as águas do mar Mediterrâneo engoliram o porto comercial fortificado, mantendo as ruínas protegidas contra saques humanos sob uma espessa camada de sedimentos marinhos por séculos.

Localizada a 30 metros de profundidade no Egito, a estátua de cinco metros e os templos de ouro de uma cidade submersa revelam ritos religiosos de 1.200 anos
Arqueólogos marinhos inspecionando estátuas colossais e oferendas de ouro nas ruínas submersas de Thonis-Heracleion.

Quais artefatos foram encontrados na cidade submersa Thonis-Heracleion?

Os mergulhadores mapearam extensas áreas do sítio arqueológico, encontrando objetos que mostram a riqueza do antigo comércio portuário local. A seguir, os principais itens históricos resgatados das águas revelam a forte fusão cultural entre gregos e egípcios na antiguidade:

  • Estátuas de granito com mais de cinco metros de altura;
  • Moedas de ouro e pesos de bronze para transações mercantis;
  • Dezenas de navios antigos naufragados e âncoras de ferro;
  • Inscrições hieroglíficas perfeitamente preservadas na pedra basáltica.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores catalogaram as dimensões dos templos dedicados a divindades tradicionais como Amun e Khonsu. Na tabela abaixo, um resumo técnico apresenta os dados estimados sobre a escala das estruturas urbanas encontradas no fundo do mar pelos cientistas contemporâneos:

Estrutura Mapeada Profundidade Registrada
Templos centrais 7 metros
Cascos de navios 8 metros
Estelas de pedra 6 metros

Qual instituição apoia os estudos arqueológicos na região?

As escavações contínuas contam com a liderança do arqueólogo francês Franck Goddio e sua equipe de especialistas. Nesse contexto, a parceria técnica formalizada com a Universidade de Oxford garante suporte metodológico avançado para a catalogação digital sistemática de cada peça recuperada no mar.

Além disso, o monitoramento preventivo do patrimônio mundial subaquático obedece aos rígidos critérios científicos internacionais estabelecidos para a conservação. Relatórios técnicos detalhados e diretrizes emitidas pela UNESCO visam proteger os artefatos históricos remanescentes contra as ameaças crescentes da pesca predatória regional.

Localizada a 30 metros de profundidade no Egito, a estátua de cinco metros e os templos de ouro de uma cidade submersa revelam ritos religiosos de 1.200 anos
Arqueólogos marinhos inspecionando estátuas colossais e oferendas de ouro nas ruínas submersas de Thonis-Heracleion.

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Como ocorre a conservação desse patrimônio atualmente?

Hoje em dia, os objetos resgatados passam por tratamentos químicos complexos para a remoção total do sal marinho acumulado. Esse processo de dessalinização controlada dura meses e evita a degradação acelerada do granito rosa e do bronze quando expostos diretamente ao oxigênio da atmosfera externa.

Portanto, as estátuas colossais encontram-se preservadas em museus de grandes metrópoles como Alexandria, atraindo a atenção de visitantes mundiais. Em suma, o arquivo vivo do Egito antigo submerso continua gerando dados científicos valiosos, transformando nossa compreensão sobre as antigas rotas comerciais do mundo clássico.

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