A cidade submersa Thonis-Heracleion permaneceu oculta sob as águas da baía de Abu Qir por séculos. Diante disso, pesquisas arqueológicas subaquáticas recentes revelam monumentos colossais e moedas de ouro que ajudam a reconstruir o passado comercial do antigo Egito.
Como ocorreu o desaparecimento de Thonis-Heracleion?
No final do século VIII, uma combinação severa de catástrofes naturais atingiu a costa egípcia de forma devastadora. Terremotos de grande magnitude e maremotos subsequentes enfraqueceram as fundações de argila do solo, causando um fenômeno geológico raro conhecido internacionalmente pelos especialistas como liquefação do solo arenoso da baía.
Consequentemente, o peso dos monumentos colossais forçou o afundamento rápido de toda a infraestrutura urbana da região. Dessa forma, as águas do mar Mediterrâneo engoliram o porto comercial fortificado, mantendo as ruínas protegidas contra saques humanos sob uma espessa camada de sedimentos marinhos por séculos.

Quais artefatos foram encontrados na cidade submersa Thonis-Heracleion?
Os mergulhadores mapearam extensas áreas do sítio arqueológico, encontrando objetos que mostram a riqueza do antigo comércio portuário local. A seguir, os principais itens históricos resgatados das águas revelam a forte fusão cultural entre gregos e egípcios na antiguidade:
- Estátuas de granito com mais de cinco metros de altura;
- Moedas de ouro e pesos de bronze para transações mercantis;
- Dezenas de navios antigos naufragados e âncoras de ferro;
- Inscrições hieroglíficas perfeitamente preservadas na pedra basáltica.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores catalogaram as dimensões dos templos dedicados a divindades tradicionais como Amun e Khonsu. Na tabela abaixo, um resumo técnico apresenta os dados estimados sobre a escala das estruturas urbanas encontradas no fundo do mar pelos cientistas contemporâneos:
| Estrutura Mapeada | Profundidade Registrada |
|---|---|
| Templos centrais | 7 metros |
| Cascos de navios | 8 metros |
| Estelas de pedra | 6 metros |
Qual instituição apoia os estudos arqueológicos na região?
As escavações contínuas contam com a liderança do arqueólogo francês Franck Goddio e sua equipe de especialistas. Nesse contexto, a parceria técnica formalizada com a Universidade de Oxford garante suporte metodológico avançado para a catalogação digital sistemática de cada peça recuperada no mar.
Além disso, o monitoramento preventivo do patrimônio mundial subaquático obedece aos rígidos critérios científicos internacionais estabelecidos para a conservação. Relatórios técnicos detalhados e diretrizes emitidas pela UNESCO visam proteger os artefatos históricos remanescentes contra as ameaças crescentes da pesca predatória regional.

Leia também: SUV da Volkswagen com visual de cupê se destaca pelo valor de seguro baixo e alta tecnologia de segurança
Como ocorre a conservação desse patrimônio atualmente?
Hoje em dia, os objetos resgatados passam por tratamentos químicos complexos para a remoção total do sal marinho acumulado. Esse processo de dessalinização controlada dura meses e evita a degradação acelerada do granito rosa e do bronze quando expostos diretamente ao oxigênio da atmosfera externa.
Portanto, as estátuas colossais encontram-se preservadas em museus de grandes metrópoles como Alexandria, atraindo a atenção de visitantes mundiais. Em suma, o arquivo vivo do Egito antigo submerso continua gerando dados científicos valiosos, transformando nossa compreensão sobre as antigas rotas comerciais do mundo clássico.
O post A cidade engolida pelo Mediterrâneo que devolve estátuas gigantes e templos depois de mais de 1.200 anos submersa apareceu primeiro em BM&C NEWS.
