Caso Henry Borel: legista confirma morte por espancamento

Monique Medeiros, ré na ação e mãe do menino, passou mal durante depoimento de legistaFoto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 O julgamento do caso Henry Borel entrou no quinto dia nesta sexta-feira (29).  O júri foi retomado por volta das 9h, no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro e a sessão foi marcada pelo depoimento do perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes.

Segundo o especialista, a causa da morte de Henry é homicídio por espancamento, de acordo com o conjunto de provas técnicas.

Prestes também afirmou que o processo foi lento e que o menino sofreu antes de morrer. Sendo assim, para o especialista, a hipótese de acidente doméstico está “totalmente descartada”.

Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry, passou mal durante o depoimento do perito. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ela se sentiu mal após serem exibidas as fotos da necropsia do filho.

As imagens mostravam as lesões encontradas no corpo do menino.

O TJ também informou que Monique pediu para ser avaliada por uma equipe médica.

Ela chegou a deixar o júri e não acompanhou o restante do depoimento. Mesmo sem a acusada, o julgamento não foi interrompido.

Monique é acusada pela morte do filho, que na época tinha apenas quatro anos. Além dela, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho também é acusado.

Outra vítima

A sessão desta última quinta-feira contou com o depoimento de Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada do ex-vereador.

A jovem, que hoje está com 18 anos, afirma ter sofrido agressões do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, quando era criança.

No depoimento, Kaylane afirmou sentir-se culpada, pois, se tivesse contado as agressões antes, poderia ter evitado a morte de Henry.

A jovem também afirmou que acredita que o ex-vereador já a levou para um motel.

Ela também afirmou que, durante esses encontros, o ex-vereador a agredia e chegou a afundá-la repetidas vezes em uma piscina.

Kaylane é filha de Natasha, uma ex-namorada de Jairinho. Em 2021, o Ministério Público já denunciou o então vereador por supostamente torturar a menina quando ela tinha cerca de 5 anos.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe acusados de matar o menino Henry BorelReprodução/ Tv Record

O julgamento

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, começou nesta última segunda-feira (25) no II Tribunal do Júri da Capital (RJ). Os dois respondem pelos crimes de homicídio, tortura e coação de testemunhas.

A condenação de Jairinho e Monique depende dos jurados, pessoas escolhidas para compor o Conselho de Sentença. Conforme o cronograma do julgamento, as testemunhas de acusação serão ouvidas no primeiro momento, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel.

Ao todo, 26 testemunhas serão ouvidas. Em seguida, haverá escuta de peritos, acareações e, por último, o interrogatório dos acusados.

Relembre o caso.

Henry Borel, na época com 4 anos, foi levado pela mãe, Monique, e pelo padrasto, Jairinho, para um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na madrugada de 8 de março de 2021, com manchas roxas em várias partes do corpo.

Imagens divulgadas posteriormente mostram o menino sendo carregado já sem vida no elevador do prédio em que Monique morava com Jairinho. Segundo o laudo de necropsia, Henry sofreu 23 lesões na madrugada em que morreu.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.