Justiça bloqueia até R$ 5,1 milhões em bens de Pedro Turra; ex-piloto ainda aguarda decisão sobre júri popular


Pedro Turra passa por audiência para decidir se caso vai a júri popular
A Justiça do Distrito Federal determinou, nesta quinta-feira (28), o bloqueio de bens do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, réu por homicídio doloso pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos.
O Tribunal de Justiça autorizou o arresto de bens de Turra até o limite de R$ 5.101.545,53.
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A decisão atende parcialmente a um pedido feito pela família da vítima em uma ação de indenização por danos morais e materiais. O objetivo é assegurar eventual pagamento de indenização caso a família vença a ação.
Além da condenação criminal, o MP pediu que Pedro Turra seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais à família da vítima. O g1 tenta contato com a defesa do ex-piloto.
Entre os bens alcançados pela decisão estão ativos financeiros, imóveis registrados em nome do ex-piloto, direitos hereditários e outros bens patrimoniais identificáveis.
A juíza considerou haver indícios suficientes da responsabilidade civil de Pedro Turra e apontou risco de dilapidação patrimonial.
🔍 Dilapidação é quando há redução ou transferência de bens para evitar que eles sejam usados para pagar uma dívida ou indenização no futuro.
O adolescente Rodrigo Castanheira morreu 16 dias após ser agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Bassos após uma briga por chiclete
Reprodução/TV Globo
Na decisão, a Justiça menciona movimentações de bens feitas após os fatos investigados. O Tribunal também bloqueou a parte de uma herança que Pedro Turra tem direito a receber, para que ele não possa usar, vender ou sacar esse dinheiro enquanto o processo estiver em andamento.
Por outro lado, a Justiça negou, neste momento, o pedido de bloqueio de cotas societárias e de restrições sobre distribuição de lucros. Segundo a magistrada, ainda não há elementos suficientes para justificar uma medida desse tipo.
Caso ainda aguarda definição na esfera criminal
A decisão foi tomada enquanto o processo criminal contra Pedro Turra segue em andamento. Na semana passada, teve início a audiência de instrução do caso.
A decisão sobre o júri popular ainda não foi tomada porque a defesa pediu prazo após alegar que o prontuário médico de Rodrigo Castanheira não foi juntado integralmente aos autos. O juiz determinou novas diligências antes de analisar o envio do caso ao Tribunal do Júri.
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Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), dez testemunhas foram ouvidas e uma foi dispensada. O réu também prestou depoimento.
Relembre o caso
Rodrigo Castanheira, adolescente morto após agressões no DF,
Redes Sociais/Reprodução
Rodrigo Castanheira foi agredido na madrugada de 23 de janeiro deste ano, em Vicente Pires.
Segundo denúnica o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Pedro Turra foi até uma festa onde já havia expectativa de confronto com outros jovens.
Durante a madrugada, ocorreu uma discussão entre ele e Rodrigo. De acordo com a denúncia, após um desentendimento, Pedro desceu do carro e desferiu socos contra o adolescente.
Justiça rejeita mais um pedido de habeas corpus de Pedro Turra
Rodrigo sofreu traumatismo cranioencefálico grave, ficou internado por 16 dias em coma induzido e morreu em 7 de fevereiro.
Com a morte do adolescente, o MP reclassificou o caso de lesão corporal gravíssima para homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Pedro Turra está preso desde 2 de fevereiro.
Pedro Turra é suspeito de agredir adolescente de 16 anos em Vicente Pires.
TV Globo/Reprodução
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