
Empreendedores do Acre investem em acessórias verde e amarelo para a Copa do Mundo
Em meio à expectativa dos torcedores para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira, artesãos acreanos encontraram nas cores verde, amarelo, azul e branco uma oportunidade para criar produtos exclusivos e aumentar a renda.
Em Rio Branco, a artesã Nice Maia transformou a paixão pelo crochê em uma coleção temática inspirada na Copa do Mundo, com peças que vão de bolsas e chaveiros a bonecas, mascotes e sapatinhos para bebês.
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A empreendedora conta que aprendeu as técnicas ainda na infância, em Mâncio Lima, no interior do Acre, onde a mãe incentivava os filhos a participarem de atividades extracurriculares.
“Eu aprendi crochê, corte e costura quando era criança. Sempre cultivei o crochê como uma paixão e fazia peças mais tradicionais, como tapetes e sousplat. Depois, fui direcionando o trabalho para uma linha mais lúdica, produzindo brinquedos e personagens”, relembra.
A coleção criada para a Copa reúne diferentes produtos inspirados no universo do futebol e em elementos da cultura brasileira.
Coleção de crochê produzida pela artesã Nice Maia reúne bolsas, chaveiros, bonecas e outros itens inspirados nas cores do Brasil e no clima da Copa do Mundo
Arquivo pessoal/Cedida
Entre os destaques estão bolsas, porta-moedas, chaveiros, mascotes, flores para cabelo, cachecóis, bonecas e até uma capivara vestida com as cores da Seleção.
“A nossa coleção da Copa tem uma variedade de produtos. As peças unem as cores da competição com o tropicalismo do Brasil, trazendo frutas, personagens e elementos que representam a nossa cultura. Também temos enfeites para quem quer decorar a casa e entrar no clima dos jogos”, explica.
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Segundo Nice, a produção artesanal ganhou ainda mais força durante a pandemia, período em que ela passou a investir em novas peças e descobriu no crochê uma fonte complementar de renda.
“Acredito que a pandemia foi um divisor de águas para muita gente. Eu comecei a fazer bonecas para presentear e as pessoas passaram a encomendar. Foi quando percebi que poderia ganhar um dinheiro extra com isso. Hoje trabalho com personagens, super-heróis e outros temas. É algo prazeroso porque faço o que gosto e ainda consigo retorno financeiro”, afirma.
A expectativa da artesã é que o interesse pelos produtos aumente à medida que a competição se aproxima, acompanhando o entusiasmo dos torcedores.
Coleção de crochê produzida pela artesã Nice Maia reúne bolsas, chaveiros, bonecas e outros itens inspirados nas cores do Brasil e no clima da Copa do Mundo
Arquivo pessoal/Cedida
Fonte de renda e bem-estar
As cores da bandeira também serviram de inspiração para a empreendedora Rachel Calid, que produz brincos, colares e acessórios utilizando técnicas aprendidas com povos originários da Amazônia.
O trabalho começou a partir de uma necessidade pessoal. Diagnosticada com fibromialgia, ela buscava um cordão diferenciado para utilizar com a carteirinha de identificação e decidiu criar a própria peça.
“Comecei a pesquisar opções e conheci o trabalho com miçangas. Depois entrei em contato com uma artesã indígena do Amazonas, adquiri alguns gráficos e aprendi técnicas que utilizo até hoje. Todas as minhas peças carregam influências desses conhecimentos”, conta.
Com a proximidade da Copa, Rachel passou a direcionar a produção para acessórios nas cores verde, amarela, azul e branca.
Acessórios artesanais produzidos por Rachel Calid utilizam técnicas inspiradas em saberes dos povos originários e ganharam versões nas cores da bandeira brasileira
Arquivo pessoal/Cedida
“Agora minha produção está totalmente voltada para as cores da Copa. É um trabalho feito com muito carinho. Além de ser uma fonte de renda, também funciona como uma distração e um momento de bem-estar para mim”, completou.
VÍDEOS: g1
