
Delegacia de Itapetininga (SP) investiga o caso envolvendo o casal
Reprodução/Redes sociais
O casal Diego da Silva Rodrigues e Sara Letícia Rodrigues, de 35 e 25 anos, respectivamente, morreu na manhã de terça-feira (16), em locais diferentes de Itapetininga (SP). Os dois eram casados e moravam na Vila Asem.
O homem morreu ao bater de frente com uma carreta no quilômetro 185 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). A Polícia Civil tentou entrar em contato com Sara para avisá-la da morte do marido, que trabalhava como motorista de transporte escolar na cidade. No entanto, o irmão dela a encontrou degolada e encoberta por um cobertor na casa do casal.
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Sara Letícia e Diego tinham um filho de um ano, que, segundo a Polícia Civil, foi deixado pelo pai na casa da avó momentos antes do acidente. Conforme informações preliminares apuradas pela corporação, o casal assinaria o divórcio naquele dia, e o homem, que deixou dois irmãos, não teria aceitado o fim do relacionamento.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itapetininga como feminicídio seguido de suicídio.
O corpo de Diego foi sepultado no Cemitério Municipal de Alambari (SP), enquanto Sara Letícia foi enterrada no Cemitério São João Batista, em Itapetininga, na manhã desta quarta-feira (17).
Infográfico – casal morto em Itapetininga (SP)
Arte/g1
Em processo de separação
Segundo o delegado Luiz Henrique Nunes, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga, após o acidente de Diego, os policiais entraram em contato com familiares do homem e tentaram avisar a esposa sobre o ocorrido. No entanto, ela não foi localizada por telefone.
“A esposa, então, se dá por desaparecida. Esse é o primeiro contato que chega para a Delegacia Seccional. Neste momento, um irmão da esposa, percebendo que realmente algo de estranho estava acontecendo, consegue entrar na casa do casal, pula o muro e, lá, descobre a irmã morta em cima da cama”, explica o delegado.
Ainda segundo o delegado, a polícia encontrou, na residência da família, na Vila Asem, documentos que indicam que o casal estava em processo de separação e pretendia formalizar o divórcio. As autoridades seguem investigando se os dois iriam seguir com o processo.
“Existe essa notícia de que eles iriam assinar o divórcio. Tanto que em uma bolsinha dela separada estavam certidão de casamento, certidão do filho, documentos aparentemente reservados para serem levados a esse divórcio. Uma das possibilidades que nos norteiam é de que ele não aceitava o final do relacionamento e acaba por cometer este crime contra a ex-esposa”, aponta o delegado.
A polícia investiga se Diego matou Sara e se matou. Ainda segundo o delegado, a suspeita é de que o homem deixou a criança aos cuidados da avó paterna para cometer o crime. Veja o que se sabe sobre o caso clicando nesta reportagem.
“O principal indício até o momento é de que ele tenha cometido o feminicídio, deixado o filho com a mãe e, em seguida, partido para o suicídio. Estamos trabalhando com indícios, e é importante destacar isso. Mas, neste momento, a linha investigativa aponta para um feminicídio seguido do suicídio do autor”, afirmou.
Caso foi registrado no Plantão Policial de Itapetininga (SP)
Diogo Del Cistia/g1
O acidente
Em imagens feitas por motoristas que passavam pelo local, é possível observar que o carro de Diego ficou destruído após a batida. Em outro registro, a carreta envolvida no acidente aparece próxima a um barranco de terra às margens da pista.
Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a carreta seguia pela rodovia quando, na altura do quilômetro citado, o carro invadiu a contramão. Sem tempo de desviar, os dois bateram de frente.
Batida entre carro e carreta deixa uma pessoa morta na Raposo Tavares em Itapetininga
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