Casos de síndrome respiratória grave caem 30,8% no primeiro semestre no Alto Tietê


SRAG ainda faz vítimas na região
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) caíram 30,8% no Alto Tietê no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) do Estado de São Paulo.
A região passou de 1.229 para 850 registros. As internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) também diminuíram, assim como o número de mortes. Confira abaixo:

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Apesar da tendência de queda na região, quatro municípios registraram aumento em pelo menos um dos indicadores.
Poá foi a única cidade do Alto Tietê que teve crescimento no número de casos. O município passou de 217 para 219 registros e também apresentou aumento nas mortes, de 18 para 21.
Já Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Guararema tiveram alta no número de mortes. Nenhuma cidade registrou aumento nas internações em UTI.
Mogi das Cruzes continuou com o maior número de casos da região. O município passou de 355 registros em 2025 para 174 neste ano. As internações em UTI caíram de 92 para 55, e as mortes passaram de 34 para oito. Confira detalhes sobre os casos abaixo:

Os dados são do painel de monitoramento da Síndrome Respiratória Aguda Grave da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
🔎 O que dizem os especialistas?
Em entrevista ao Diário TV 1ª Edição, o pneumologista Luiz Renato Breviglieri explicou que a SRAG não é uma doença específica, mas um quadro clínico que pode ser provocado por diferentes condições e levar à insuficiência respiratória.
Segundo ele, as infecções virais são as principais responsáveis pelos casos.
O especialista afirma que a maior circulação desses vírus durante o outono e o inverno ajuda a explicar o aumento das infecções respiratórias nesta época do ano.
Segundo o médico, fatores como um possível surto de vírus respiratórios e a baixa cobertura vacinal podem influenciar os números, mas é preciso analisar diferentes variáveis antes de apontar a causa do aumento.
Tomar as vacinas anuais da gripe e da Covid-19 ajudam na prevenção da doença
José Fernando Ogura/Secom
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