
Rafael Dias Simões, conhecido como Jaguar, suspeito de participar no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz
Divulgação
Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar e suspeito de participar da execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, foi preso após se entregar à polícia de São Vicente, no litoral de São Paulo. Esta é a terceira prisão relacionada ao crime.
Ruy foi executado na noite de segunda-feira (15), após cumprir expediente como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande. Além de Jaguar, Dahesly Oliveira Pires e Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, foram presos por suspeita de participação no crime.
Outros três investigados foram identificados e estão foragidos: Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luiz Antonio Rodrigues de Miranda.
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A Justiça de São Paulo havia decretado a prisão temporária de Jaguar, o sexto suspeito de participar do assassinato de Ruy Ferraz, na sexta-feira (19). Conforme apurado pela TV Tribuna, na mesma noite, o homem se entregou no Distrito Policial (DP) Sede da cidade.
O homem passou a noite na delegacia e deve sair na manhã deste sábado (20) para ir ao Institio Médico Legal (IML) de Santos, cidade vizinha. Em seguida, ele deve passar por audiência de custódia na delegacia.
Ex-delegado dirigia carro da esposa quando foi executado, o dele estava sendo blindado
Suspeitos
Na parte de cima, os foragidos Luis Antonio Rodrigues de Miranda, Felipe Avelino da Silva e Flávio Henrique Ferreira de Souza. Na parte de baixo, os presos Dahesly Oliveira Pires e Luiz Henrique Santos Batista
Divulgação/Polícia Civil
Além de Jaguar, uma mulher e um homem foram presos na quinta (18) e sexta-feira (19), respectivamente. Outros três investigados também tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça e estão foragidos. Veja abaixo quem são:
Felipe Avelino da Silva (foragido), conhecido no Primeiro Comando da Capital (PCC) como Mascherano, de 33 anos, teve o DNA encontrado em um dos carros usados no crime.
Luiz Antonio Rodrigues de Miranda (foragido), de 43 anos, é procurado por suspeita de ter ordenado que uma mulher fosse buscar um dos fuzis usados no crime.
Flávio Henrique Ferreira de Souza (foragido), de 24 anos, também teve o DNA encontrado em um dos carros.
Dahesly Oliveira Pires (presa), de 25 anos, foi detida na quinta-feira por suspeita de ser a mulher que foi buscar o fuzil usado no crime na Baixada Santista.
Luiz Henrique Santos Batista (preso), conhecido como Fofão, de 38 anos, foi preso na sexta-feira (19) em São Vicente (SP), por ser suspeito de participar da logística da execução de Ruy Ferraz Fontes.
Suspeito de participar da logística da morte do ex-delegado, é preso no litoral de SP
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Crime
O assassinato de Ruy Ferraz Fontes ocorreu momentos após ele cumprir expediente na Prefeitura de Praia Grande como secretário de Administração. Ele estava aposentado da Polícia Civil.
Outras câmeras flagraram o momento em que três criminosos portando fuzis desembarcam de uma caminhonete que estava logo atrás do carro de Ruy Ferraz e atiram contra o ex-delegado (veja abaixo).
Infográfico: criminosos fazem tocaia antes de iniciar ataque e perseguição ao delegado
Arte/g1
Quem era Ruy Ferraz Fontes
Ruy Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil. Teve papel central no combate ao crime organizado e foi pioneiro nas investigações sobre o PCC.
Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, Fontes comandou divisões como Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Departamento Estadual de Investigações contra Narcóticos (Denarc), além de dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).
Foi justamente no Deic, no início dos anos 2000, como chefe da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos, que ele iniciou investigações sobre o PCC, sendo responsável por prender lideranças da facção e mapear sua estrutura criminosa.
Entenda o que se sabe sobre a execução do delegado Ruy Ferraz Fontes
Sua atuação foi decisiva durante os ataques de maio de 2006, quando o PCC promoveu uma série de ações violentas contra forças de segurança em São Paulo.
Entre 2019 e 2022, comandou a Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Nesse período, liderou a transferência de chefes do PCC de presídios paulistas para unidades federais em outros estados, medida considerada estratégica para enfraquecer o poder da facção dentro das cadeias.
Ruy Fontes participou de cursos no Brasil, na França e no Canadá, e também foi professor de Criminologia e Direito Processual Penal.
Ele estava aposentado da Polícia Civil. Em janeiro de 2023, assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, cargo que ocupava até agora, quando foi assassinado.
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