Gabriel Galípolo confirma presença em CPI que investiga relação com caso Banco Master

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que comparecerá nesta quarta-feira à CPI do Crime Organizado, no Senado. A presença ocorre em um momento em que a comissão tenta evitar o esvaziamento das oitivas e ganhar tração na reta final de seus trabalhos.

A confirmação foi anunciada pelo senador Fabiano Contarato, que informou ter recebido a confirmação na manhã desta terça-feira (7). A assessoria do próprio Banco Central também confirmou que o presidente da autoridade monetária participará da sessão.

Diferentemente de outros nomes citados nas investigações, Gabriel Galípolo foi chamado na condição de convidado, o que torna a participação facultativa. Ainda assim, ele decidiu comparecer ao colegiado.

Convocação de Gabriel Galípolo está ligada ao caso Banco Master

O requerimento aprovado pela CPI foi apresentado pelo senador Eduardo Girão e associa o depoimento ao caso envolvendo o Banco Master.

O documento menciona uma reunião realizada em novembro de 2024, no Palácio do Planalto, da qual teria participado Daniel Vorcaro, investigado no escândalo relacionado à instituição financeira.

Segundo o texto aprovado pela comissão, a presença de Gabriel Galípolo no encontro “suscita questionamentos legítimos”, e os parlamentares pretendem esclarecer qual foi a finalidade institucional da reunião, além de eventuais desdobramentos regulatórios.

A oitiva busca entender se o encontro teve caráter institucional e qual foi o contexto da participação do presidente do Banco Central.

CPI também tenta ouvir Roberto Campos Neto

Na mesma sessão, a comissão também pretende ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Diferentemente de Galípolo, Campos Neto foi convocado, condição que em tese obriga o comparecimento.

Nos bastidores, no entanto, a expectativa entre integrantes da CPI é de que o ex-presidente do BC não compareça. Em ocasiões anteriores, Campos Neto recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito de não participar de depoimentos em comissões parlamentares e obteve decisões favoráveis.

Comissão enfrenta esvaziamento na reta final

A confirmação da presença de Gabriel Galípolo ocorre em meio a um cenário de pressão sobre a CPI. A comissão tem prazo para encerrar suas atividades no próximo dia 14, e ainda não há definição sobre uma possível prorrogação.

O relator da CPI, Alessandro Vieira, tenta negociar uma saída para estender os trabalhos e pretende se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir o tema.

Nos bastidores do Senado, porém, a avaliação predominante é de que a extensão da comissão é pouco provável, em razão do calendário eleitoral e da resistência política em manter CPIs em funcionamento neste momento.

Decisões do STF impactam andamento da CPI

Outro fator que tem afetado o andamento da comissão é a sequência de decisões do STF, que vêm garantindo a depoentes o direito de não comparecer às oitivas ou de permanecer em silêncio durante os depoimentos.

Em alguns casos, convocações aprovadas pelos senadores também foram convertidas em convites, o que retira a obrigatoriedade de presença.

Nesta terça-feira, por exemplo, o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à CPI.

Diante desse cenário, integrantes da comissão avaliam que a presença de Gabriel Galípolo pode dar visibilidade e algum fôlego aos trabalhos da CPI nos últimos dias antes do encerramento oficial.

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