
O Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos anunciou, na segunda-feira (20), o início de uma investigação, cujo objetivo é avaliar uma possível conexão entre mortes e desaparecimentos de cientistas ligados a pesquisas nucleares e aeroespaciais.
Os casos vêm ocorrendo desde 2022, segundo as autoridades.
No Novo México, o major-general aposentado da Força Aérea, William Neil McCasland, de 68 anos, desapareceu de casa em fevereiro, deixando para trás celular, óculos de grau e relógio inteligente.
Em Brookline, cidade vizinha à Boston, Nuno F.G Loureiro, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), físico e cientista de fusão, foi morto a tiros dentro de casa.
Já Mônica Reza, diretora do Grupo de Processamento da NASA desapareceu durante uma trilha em uma floresta de Los Angeles.
Esses são três dos pelo menos 10 casos que ocorreram entre 2022 e 2026.
Segundo as autoridades, os episódios têm circunstâncias variadas, alguns são homicídios não resolvidos, outros são desaparecimentos sem indícios de crime.
O presidente Donald Trump também se pronunciou sobre o assunto na semana passada e disse esperar que tudo não passe de um acaso.
Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, ressaltou que o governo “trabalha ativamente com todas as agências relevantes e o FBI para revisar todos os casos de forma abrangente e identificar quaisquer pontos em comum que possam existir”.
Por sua vez, a NASA, que neste mês encerrou a missão Artemis II, declarou que está coordenando com as agências relevantes, mas garantiu que “nada indica uma ameaça à segurança nacional”.
*Estagiária sob supervisão
