Família cobra conclusão do caso de engenheira morta em 2022

Julia Moraes Ferro e a mãe Patrícia MoraesReprodução/ acervo familiar

Quatro anos se passaram e o inquérito que investiga a morte da engenheira Júlia Moraes Ferro, na época com 29 anos, ainda não foi concluído.

A jovem morreu no dia 23 de abril de 2022, em Belo Horizonte, dias depois de se submeter a uma cirurgia plástica para implantar próteses de silicone nos seios e passar por uma lipoaspiração na cintura, em uma clínica particular na zona sul da capital mineira.

Na data em que sua morte completa 4 anos, a mãe de Julia, Patrícia de Moraes, cobra publicamente um posicionamento dos policiais responsáveis pelo caso. Por meio de vídeo enviado ao iG, ela denuncia a morosidade do processo e exige a responsabilização de responsáveis pela morte da filha.  Assista:

O inquérito que investiga a morte de Júlia Moraes Ferro ainda não foi concluído, segundo sua mãe Patrícia Moraes, que cobra uma resposta das autoridades. A jovem morreu no dia 23 de abril de 2022, em Belo Horizonte (MG), dias depois de se submeter a uma cirurgia plástica. pic.twitter.com/YKLKRKdvSR

— iG (@iG) April 23, 2026

Patrícia  tem acompanhado de perto o andamento do processo desde o ocorrido e aguarda uma resposta das autoridades.

Segundo ela, Júlia passou pela intervenção cirúrgica no dia 8 de abril de 2022, na clínica do cirurgião plástico Renato Nelson, acompanhada de uma prima médica, de uma tia e do namorado.

Durante o procedimento, a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser internada em um hospital, onde permaneceu por quatro dias.

A mãe conta que os exames não identificaram o motivo da piora do quadro clínico da filha após a cirurgia.

Intubada, a jovem precisou novamente ser transferida para outro hospital da capital, onde permaneceu por mais 11 dias, até ser diagnosticada com morte encefálica, em 23 de abril.

Patrícia afirma ainda que o caso está responsabilidade do delegado Marlon Pacheco Castro, mas alega que a família não consegue conversar com os responsáveis pelo caso para entender por que o inquérito ainda não foi concluído.

Patrícia ressalta ainda que casos semelhantes aos da filha aconteceram na mesma época e as investigações já foram concluídas, com encaminhamento do inquérito para o Ministério Público.

Finalização dos laudos

Questionada pelo iG, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou, por meio de nota, que o caso continua em investigação.

Em relação aos outros casos citados pela mãe da vítima, a PCMG acrescentou que, a fim de preservar o andamento das investigações, “outras informações serão repassadas em momento oportuno”.

O iG também tentou contato com a defesa do médico Renato Nelson, mas, até o momento, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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