
O banqueiro Daniel Vorcaro deixou a cela da Polícia Federal (PF) em Brasília na quinta-feira (23) para exames médicos após relatar sangramento ao urinar. Ele voltou à prisão cerca de uma hora depois.
A movimentação ocorre enquanto ele prepara uma proposta de delação que deve ser entregue em maio, o que deve levar a novos nomes nas investigações.
A ida ao hospital foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa. Vorcaro passou por tomografia, ressonância e ultrassom no hospital DF Star. A antecipação da saída, feita sem aviso prévio, ocorreu após o vazamento da informação.
O quadro de saúde passou a ser monitorado depois de um mal-estar registrado na segunda-feira (20), quando ele já havia sido atendido dentro da própria superintendência da PF. Segundo relatos, o sangramento continuou nos dias seguintes, o que levou ao pedido de exames fora da unidade.
Prestes a fazer delação
A ida ao hospital acontece no momento em que Vorcaro negocia um acordo de colaboração premiada. Desde a segunda prisão, em março, ele passou a estruturar o material que pretende apresentar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O banqueiro chegou a ficar cinco dias sem contato com a defesa, segundo relatos ligados à investigação. Depois disso, foi transferido para uma cela isolada, onde passou a trabalhar na proposta de delação.
A expectativa entre investigadores é que o conteúdo seja formalizado nas próximas semanas. O acordo, se aceito, ainda terá de ser homologado por Mendonça, relator do caso no STF.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, na operação Compliance Zero, e solto em seguida. Voltou à prisão em março deste ano, por decisão do Supremo confirmada por unanimidade pela Segunda Turma.
