Segunda onda da IA entra na fase da execução e vira foco de empresas

A inteligência artificial está entrando em uma nova fase e muda a lógica de como muitas empresas operam. Depois de anos sendo utilizada como ferramenta de resposta, análise e apoio, a tecnologia começa a assumir um papel mais ativo: o de execução.

Esse movimento já aparece como tendência estrutural em análises internacionais. Um levantamento do The Wall Street Journal, com especialistas em tecnologia, aponta que os próximos avanços relevantes não estarão apenas na capacidade de resposta das máquinas, mas na sua habilidade de agir, integrando sistemas, tomando decisões e executando tarefas completas. Nesse contexto, a IA deixa de ser interface e passa a ser agente.

Essa transição ocorre em paralelo a outras frentes tecnológicas, como interfaces cérebro-computador, robôs humanoides e sistemas autônomos, que reforçam a ideia de uma tecnologia cada vez mais invisível, porém mais presente na execução do dia a dia.

No ambiente corporativo, o impacto é direto: a vantagem competitiva deixa de estar no acesso à tecnologia e passa para a capacidade de implementação. E esse será justamente o foco da próxima edição do AI Festival 2026, promovido pela StartSe, em São Paulo. “O desafio agora não é apenas entender o que está acontecendo, mas transformar isso em decisão, processo e resultado. O AI Festival avança para sua segunda edição justamente para ajudar líderes a filtrar repertório, compreender o cenário global e fazer essa transição com mais assertividade e velocidade”, afirma Piero Franceschi, CEO da StartSe.

A análise reflete um ponto crítico do atual ciclo tecnológico: a distância entre conhecer e executar. Em muitas empresas, a IA já está presente em pilotos, testes ou áreas específicas, mas ainda não foi incorporada de forma estrutural à operação. O que está em jogo agora é a integração da tecnologia aos processos decisórios e, principalmente, à execução.

Esse avanço também altera o mercado de trabalho. Funções baseadas em tarefas repetitivas ou analíticas tendem a ser progressivamente automatizadas, enquanto cresce a demanda por profissionais capazes de estruturar, supervisionar e integrar sistemas inteligentes às estratégias de negócio. A lógica deixa de ser apenas operar ferramentas e passa a ser orquestrar sistemas.

Nesse contexto, ganha relevância o conceito de agentes autônomos, sistemas capazes de executar tarefas completas com mínima intervenção humana. Esse modelo, já em desenvolvimento por grandes empresas de tecnologia, aponta para um ambiente em que decisões operacionais e parte das decisões táticas passam a ser delegadas à inteligência artificial.

AI Festival 2026

A segunda edição do AI Festival 2026 acontece nos dias 13 e 14 de maio e reforça o foco em execução, conectando estratégia, tecnologia e implementação em um ambiente que combina densidade de conteúdo, experiências simultâneas e um público diretamente envolvido na adoção de inteligência artificial nas empresas

Entre os nomes já confirmados estão Henrique Savelli arquiteto de IA da Anthropic, Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil, Christiano Kruel, CIO da StartSe, e Rafael Siqueira, tech partner da McKinsey & Company, entre outros. A programação inclui ainda participações internacionais inéditas no país, como Ana Trišović, research scientist do MIT CSAIL; Justin Liu, cofundador da Genspark; e Peter Danenberg, senior software engineer do Google DeepMind.

Serviço:
StartSe AI Festival – 2ª edição
Data: 13 e 14 de maio de 2026
Horário: das 8h às 18h
Local: Pro Magno Centro de Eventos – Av. Profa. Ida Kolb, 513 – São Paulo (SP)
Ingressos e mais informações aqui. 

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