
Um caso chocante ocorrido na Índia ganhou repercussão internacional após um homem desenterrar o corpo da própria irmã e levá-lo até uma agência bancária para provar que ela realmente havia morrido. O episódio aconteceu no estado de Odisha, no leste do país, e foi confirmado pelo banco envolvido. As informações são do Times of India.
Segundo a instituição financeira, o homem de nome Jitu Munda, integrante de uma tribo indiana erconhecida pela constituição do país, foi até uma agência do Indian Overseas Bank na última segunda-feira (27) para sacar dinheiro da conta de sua irmã falecida. No entanto, funcionários informaram que ele não poderia acessar os valores sem apresentar a certidão de óbito da titular.
Homem levou desenterrou a irmã e levou os restos mortais ao banco
Revoltado com a negativa, Munda decidiu tomar uma atitude extrema: retornou ao local carregando os restos mortais da irmã, que havia sido enterrada poucos dias antes.
Imagens exibidas por emissoras de televisão indianas mostraram o homem com o que parecia ser o cadáver parcialmente envolto em plástico, com pernas esqueléticas visíveis sobre seu ombro.
Em nota oficial, o banco classificou a cena como “altamente angustiante” para clientes e funcionários presentes na agência. A instituição afirmou ainda que o caso decorreu de “falta de conscientização” e da recusa do homem em seguir os procedimentos exigidos. O banco reiterou que a liberação dos valores será feita com prioridade assim que a documentação necessária for entregue.
Embora o registro de nascimentos e mortes seja obrigatório na Índia, falhas burocráticas e ausência de documentação formal ainda são comuns em áreas rurais do país, o que frequentemente dificulta processos legais para famílias de baixa renda.
Caso relembrou “Tio Paulo”

O episódio relembrou a história do “Tio Paulo”, que chocou o Brasil em 2024. Na ocasião, uma mulher levou seu tio, Paulo Roberto Braga, para uma agência bancária no Rio de Janeiro na tentativa de conseguir um empréstimo em nome dele.
Vídeos gravados por testemunhas mostravam o homem aparentemente desacordado e sem reação, o que gerou suspeitas imediatas de que ele já estaria morto no momento da tentativa de assinatura. O caso ganhou enorme repercussão nacional e se tornou um dos assuntos mais comentados do ano.
Apesar das diferenças entre os episódios, ambos escancararam situações extremas envolvendo instituições bancárias, familiares desesperados e circunstâncias macabras que rapidamente dominaram os noticiários e as redes sociais.

O caso indiano, porém, vai além do choque visual: ele levantou o debate sobre como barreiras burocráticas e desigualdade de acesso à documentação oficial ainda podem empurrar pessoas para atitudes desesperadas e perturbadoras.
