Família de Oruam é alvo de ação contra lavagem de dinheiro do CV

Oruam e a mãe, Márcia GamaReprodução

O rapper Oruam, a mãe e o irmão são alvos de operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV), deflagrada na manhã desta quarta-feira (29) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumprem, ao todo, 12 mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital.

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O cantor é considerado foragido da Justiça devido a violações na tornozeleira eletrônica. Oruam responde por tentativas de homicídio após ele e amigos atacarem agentes para impedir apreensão de menor procurado por roubo, segundo a polícia, em julho de 2025. 

Ação policial

A nova fase da Operação Contenção foi deflagrada após as investigações de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos pela corporação. Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE),  “um sistema estruturado de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no circuito econômico formal” foi descoberto. 

Ainda conforme a DRE, o esquema de lavagem de dinheiro funcionava por meio do repasse de recursos do tráfico de lideranças da facção para operadores financeiros, que “realizavam a fragmentação dos valores por meio de contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial”.

O cantor é filho do suposto líder máximo do Comando Vermelho, Marcinho VPReprodução/redes sociais

Nas investigações, foram identificados diálogos entre Carlos Costa Neves, mais conhecido por Gardenal, que é apontado como um dos chefões do CV, e um miliciano. De acordo com a DRE, as conversas reforçam a influência de Marcinho VP, pai de Oruam e preso desde agosto de 1996, como liderança central da facção.

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