
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, desembarca em Roma na próxima quinta-feira (7) para uma missão diplomática delicada: tentar reduzir a tensão crescente entre o governo americano, o Vaticano e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Com informações do Corriere de La Sierra.
A viagem, que também inclui encontros na Santa Sé, ocorre em meio a um desgaste sem precedentes provocado pelas recentes declarações do presidente Donald Trump contra Meloni e contra o papa Papa Leão XIV.

Marco Rubio se encontrará com o Papa Leão XIV
Segundo o texto publicado pelo jornal italiano Corriere della Sera, Rubio terá ao menos quatro reuniões oficiais em Roma. Entre os compromissos confirmados estão encontros com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, além de uma audiência com o Papa.
No dia seguinte, o chefe da diplomacia americana também deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, e com o ministro da Defesa, Guido Crosetto.
Um encontro entre Rubio e Meloni ainda não foi confirmado, mas é tratado como um gesto importante para medir o nível da crise diplomática entre Washington e Roma.

Falas de Donald Trump geraram clima tenso com líder italiana e o Papa
O clima entre Trump e a premiê italiana piorou nas últimas semanas. Em entrevista ao Corriere della Sera no mês passado, o presidente americano criticou duramente Meloni, dizendo que ela “não é mais a mesma pessoa” e acusando a líder italiana de não apoiar os Estados Unidos na guerra envolvendo o Irã.
As críticas também foram motivadas pela defesa feita por Meloni ao Papa Leão XIV, depois de Trump atacar o pontífice publicamente. O republicano classificou o Papa como “fraco contra o crime” e “terrível em política externa”. Em resposta, o líder da Igreja Católica afirmou que continuará se posicionando “contra a guerra”.
O desgaste entre os governos chegou a atingir temas militares. Trump ameaçou retirar tropas americanas de países da OTAN que, segundo ele, não estariam ajudando Washington no conflito com o Irã. A Itália abriga atualmente sete bases estratégicas dos EUA e cerca de 15 mil militares americanos.
Nos bastidores, Rubio tenta atuar como mediador para evitar que a relação entre os antigos aliados se deteriore ainda mais antes do encontro do G7, marcado para acontecer nas próximas semanas em Évian, na Suíça.
Apesar da pressão política e da rejeição crescente a Trump entre os italianos, autoridades em Roma avaliam que os laços militares, diplomáticos e comerciais com os Estados Unidos continuam estratégicos, um cenário típico da chamada “realpolitik”.
