Balanços do trimestre: RD Saúde, Tim, C&A e Prio registram lucro

A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 trouxe resultados positivos para empresas de diferentes setores da Bolsa brasileira. RD Saúde, TIM, C&A e PRIO reportaram lucro no período, com desempenhos marcados por expansão operacional, ganho de receita, avanço de margens e, no caso da C&A, anúncio de recompra de ações.

Os números reforçam a atenção do mercado aos resultados corporativos, em um cenário em que investidores avaliam não apenas o crescimento do lucro, mas também a qualidade operacional, a geração de caixa, os custos financeiros e as estratégias das companhias para os próximos trimestres.

RD Saúde lucra R$ 299,8 milhões no 1T26

A RD Saúde (RADL3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 299,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de quase 70% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado considera o lucro da 4Bio, vendida à Profarma em 4 de maio. Excluindo as operações descontinuadas da 4Bio, o lucro líquido ajustado foi de R$ 283,3 milhões, alta de 74,7% na comparação anual.

O Ebitda ajustado, sem a 4Bio, somou R$ 820,8 milhões, avanço de 31,7% sobre o primeiro trimestre de 2025. A margem passou de 6,3% para 6,9%. A companhia encerrou março com 3.614 farmácias, após 68 aberturas de lojas e um encerramento no trimestre.

Para o investidor, o resultado mostra expansão operacional e ganho de margem em uma empresa de varejo farmacêutico, setor acompanhado de perto pela capacidade de crescimento de lojas, rentabilidade e geração de caixa.

TIM tem lucro normalizado de R$ 821 milhões

A TIM Brasil (TIMS3) reportou lucro líquido normalizado de R$ 821 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida cresceu 6,5%, para R$ 6,806 bilhões.

O Ebitda normalizado somou R$ 3,287 bilhões, crescimento de 6,6% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 48,3%, leve alta de 0,1 ponto percentual. A receita com serviços móveis, que responde por mais de 90% do total, avançou 5,6%, para R$ 6,2 bilhões, com destaque para o pós-pago, que cresceu 7,5%.

Segundo a companhia, o lucro foi sustentado pelo crescimento do negócio de internet móvel e por medidas de controle de custos. Por outro lado, o resultado líquido foi limitado por maiores gastos com impostos. Para o mercado, o balanço indica avanço na operação, mas com impacto tributário sobre a última linha do resultado.

C&A triplica lucro e anuncia recompra de ações

A C&A (CEAB3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 218,7% em relação ao desempenho obtido um ano antes. A receita líquida consolidada cresceu 0,5%, para R$ 1,62 bilhão.

O Ebitda ajustado foi de R$ 245 milhões, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025. A margem passou de 15,2% para 15,1%. O indicador de vendas mesmas lojas de vestuário subiu 4,8%, enquanto a variação em mercadorias passou de alta de 13% para crescimento de 0,8%.

A companhia também anunciou a aprovação do quarto programa de recompra de ações. O plano autoriza a aquisição de até 10 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 4,9% dos papéis em circulação, com vigência até 8 de novembro de 2027.

Para o investidor, a recompra pode reduzir o número de ações em circulação e ter efeito sobre o lucro por ação. Ao mesmo tempo, o balanço mostra avanço no lucro ajustado em um cenário de crescimento limitado da receita.

PRIO lucra US$ 460 milhões com avanço operacional

A PRIO (PRIO3) registrou lucro líquido de US$ 460 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado somou US$ 852 milhões, avanço de 91%, enquanto a receita total chegou a US$ 1,2 bilhão, crescimento de 67%.

O principal destaque operacional foi o início da produção no campo de Wahoo, com o primeiro óleo extraído em 18 de março. A companhia informou que três poços já foram conectados e que a expectativa é atingir cerca de 40 mil barris por dia com a entrada do quarto poço.

A produção média da PRIO atingiu recorde de 155,4 mil barris por dia, alta de 42% na comparação anual. As vendas totais chegaram a 14,8 milhões de barris no trimestre. Outro ponto destacado foi a queda do lifting cost para US$ 9,40 por barril, o menor nível desde 2024.

Apesar do avanço operacional, o resultado financeiro seguiu como ponto de pressão. As despesas financeiras líquidas totalizaram US$ 128 milhões, impactadas pelo maior nível de endividamento e por perdas com operações de hedge. A alavancagem encerrou o trimestre em 2 vezes dívida líquida sobre Ebitda.

Para o mercado, o balanço da PRIO mostra crescimento de produção, aumento de receita e redução de custos operacionais, mas também reforça a importância do acompanhamento da dívida e do resultado financeiro nos próximos trimestres.

O post Balanços do trimestre: RD Saúde, Tim, C&A e Prio registram lucro apareceu primeiro em BM&C NEWS.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.