
Justiça condena ex-prefeito de Cascavel por improbidade administrativa
A Justiça condenou o ex-prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, o ex-secretário municipal Luiz Carlos Marcon e as empresas OT Ambiental e Cima Construções por improbidade administrativa em um contrato de limpeza pública da cidade.
A sentença, de primeira instância, aponta prejuízo de R$ 11,5 milhões aos cofres públicos. Cabe recurso. As defesas dos condenados informaram que pretendem recorrer da decisão. Confira a íntegra abaixo.
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A decisão é do fim de abril e envolve irregularidades que, segundo o Ministério Público (MP-PR),, aconteceram entre 2010 e 2016. O processo tramitava desde 2019.
De acordo com a sentença, houve fraude na licitação, pagamentos sem comprovação adequada e sobrepreço provocado por sucessivos aditivos contratuais. Uma auditoria apontou que parte do prejuízo está relacionada a serviços que não teriam sido executados.
Ex-prefeito e ex-secretario de Cascavel condenados
Reprodução/ Rede Sociais
A juíza destacou ainda que o contrato teve 25 aditivos e que alguns deles foram assinados logo após o início dos serviços, sem justificativas técnicas suficientes.
A todos os condenados, a Justiça determinou o ressarcimento dos R$ 11,5 milhões e multa aos condenados equivalente a 5% do valor do dano causado.
A decisão também determinou a suspensão dos direitos políticos de Edgar Bueno e Luiz Carlos Marcon por oito anos. As empresas OT Ambiental e Cima Construções ficaram proibidas de atuar no poder público pelo mesmo período.
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O que dizem as defesas
A defesa de Edgar Bueno disse ter recebido a condenação “com surpresa”, citando o período eleitoral. Os advogados afirmam que a decisão é superficial e ignorou provas que demonstrariam a regularidade da licitação e a execução dos serviços contratados.
A defesa de Luiz Carlos Marcon afirmou que os mesmos fatos foram analisados na esfera criminal e que os investigados foram absolvidos. Segundo os advogados, a sentença deixou de considerar provas apresentadas no processo.
As empresas OT Ambiental e Cima Construções informaram, por meio da defesa, que respeitam a decisão judicial, mas alegam que a sentença contém “graves equívocos” e sustentam que não houve ilegalidade ou improbidade administrativa.
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