
Os ataques ao Irã no ano passado e neste ano por parte dos Estados Unidos e de Israel demonstram como subestimar o adversário nos faz incorrer em erros de avaliação. A força militar e importante mas as vezes não o suficiente para resolver disputas entre países. Este é o caso como se vê deste conflito com a antiga Pérsia.
A capacidade de resistência foi mau avaliada por Washington visto que o atual governo de Israel conseguiu convencer Trump a atacar pela segunda vez em dois anos o Irã sem sucesso. Agora ficou difícil sair do conflito para Washington sem perder totalmente a face. Trump anunciou que a guerra acabou mas não é bem assim pois a questão de Ormuz persiste sem solução e provocando abalos profundos na economia mundial que não foram previstos ou estudados por Donald Trump.
Esse desconhecimento de causa ou precipitação por parte dos Estados Unidos influenciado por Israel colocou a atual administração norte-americana em uma situação difícil pois não se visualiza a curto prazo uma saída digna para Washington que não conta com muitos apoios institucionais para essa questão.
Daí os ataques frequentes de Trump a Europa por exemplo que acusa de covardia e falta de solidariedade com o seu governo. Retaliou retirando tropas da Alemanha e aumentando as tarifas para veículos europeus.
Assim aprofunda e globaliza o seu problema de como sair dessa guerra de forma honrosa. A Europa argumenta que não iniciou o conflito e portanto não deve participar dessa guerra. O abismo entre os Estados Unidos e a Europa se aprofunda a cada dia segundo os próprios líderes da Europa.
Novas oportunidades e parcerias vão nascer como o acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia ou a aproximação do Brasil com o Canadá e o México já que Donald Trump dinamitou o NAFTA. Índia, China e Rússia buscam igualmente novas oportunidades e parcerias em detrás dos Estados Unidos.
O desconhecimento e a ignorância geopolítica não são bons conselheiros assim como a arrogância e a soberbia manifestados nesse caso por parte de Washington com relação ao oriente médio. O induzimento em erro foi grande por uma falsa avaliação da situação bélica na região onde fatores religiosos devem ser levados em conta e não o foram nesse caso.
