Grupo que aplicava golpes em falsas vendas de veículos pela internet faz mais de 10 vítimas no DF


Grupo aplicava golpes em falsas vendas de veículos pela internet e fez mais de 10 vítimas
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a operação Marcha Ré, com o objetivo de desarticular um esquema de estelionato virtual e lavagem de dinheiro envolvendo falsas negociações de veículos anunciados pela internet. Um suspeito foi preso, na ação realizada por policiais civis da 8ª Delegacia de Polícia, com apoio operacional da Polícia Civil da Bahia (PCBA), na cidade de Salvador.
Somente no DF foram identificadas mais de 10 vítimas entre os anos de 2024 e 2026, com prejuízo superior a R$ 60 mil. A polícia também identificou conexões com ocorrências registradas em outros estados, indicando possível atuação interestadual do esquema criminoso.
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Vendas pela internet
Segundo as investigações, o grupo utilizava plataformas digitais, redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair vítimas interessadas em automóveis ofertados com valores abaixo do mercado. Após o primeiro contato, os suspeitos migravam rapidamente a negociação para o WhatsApp, onde utilizavam fotografias, vídeos e documentos para conferir aparência de legitimidade ao golpe.
Em muitos casos, os criminosos alegavam urgência na venda e pressionavam as vítimas a realizarem pagamentos antecipados via PIX para garantir a compra do veículo.
Um suspeito foi preso, na ação realizada por policiais civis da 8ª Delegacia de Polícia, com apoio operacional da Polícia Civil da Bahia (PCBA), na cidade de Salvador
PCDF/Divulgação
De acordo com a PCDF, os valores recebidos eram rapidamente pulverizados entre múltiplas contas bancárias e fintechs, dificultando o rastreamento financeiro. A análise técnica revelou criação e exclusão sucessiva de chaves PIX em diversas instituições financeiras, padrão considerado típico de grupos especializados em fraudes eletrônicas e ocultação patrimonial.
Durante a operação desta quarta-feira, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentos, que serão submetidos à análise pericial para aprofundamento das investigações e eventual identificação de outros envolvidos no esquema criminoso.
Se condenado, o suspeito responderá pelos crimes de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 16 anos de prisão, além de multa, a depender da individualização das condutas e do resultado final das investigações.
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