Mãe é presa após abandonar recém-nascida em lixeira de hospital

Hospital São Leopoldo Mandic, em Araras, no estado de São PauloReprodução/Hospital São Leopoldo Mandic

Uma mulher de 21 anos foi presa em flagrante na manhã de terça-feira (12), após abandonar uma bebê recém-nascida em uma lixeira do banheiro do Hospital São Leopoldo Mandic, no bairro Jardim Belvedere, em Araras, no interior de São Paulo.

Segundo a polícia, a jovem teria dado à luz na unidade de saúde e deixado a criança no local. Policiais militares foram acionados e prenderam a suspeita, que permanece internada sob escolta policial.

O caso foi registrado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araras como tentativa de infanticídio.

Segundo a polícia, a DDM solicitou perícia no hospital e exames no Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar na investigação do caso.

A recém-nascida recebeu atendimento médico após ser encontrada e a ocorrência segue sob investigação das autoridades responsáveis.

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O que diz o hospital

Ao iG, o Hospital São Leopoldo Mandic de Araras informou que prestou atendimento à paciente e à recém-nascida no pronto-atendimento da unidade.

“O Hospital São Leopoldo Mandic de Araras informa que, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, atendeu em sua unidade de Pronto Atendimento uma ocorrência envolvendo uma paciente e um recém-nascido. Ambos receberam assistência imediata da equipe assistencial, conforme os protocolos institucionais, e foram encaminhados, em segurança, à rede pública de referência por meio do SAMU.

As autoridades competentes foram comunicadas no momento adequado, em cumprimento às obrigações legais aplicáveis ao serviço de saúde.

Por respeito ao sigilo profissional, à privacidade dos envolvidos e à legislação vigente, em especial a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código de Ética Médica, o hospital não prestará informações adicionais sobre o caso.

A instituição reitera seu compromisso com a assistência segura, ética e humanizada a todos os pacientes que procuram seus serviços.”

O iG entrou em contato com a Prefeitura de Araras para confirmar o atendimento da mãe e da bebê pela rede de saúde pública, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

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