Produtora investe em inseminação artificial em tempo fixo e amplia rebanho em Roraima


Inseminação artificial em tempo fixo utiliza hormônios para sincronizar o ciclo reprodutivo das vacas
Rede Amazônica/Reprodução
Uma produtora rural de Roraima encontrou na inseminação artificial em tempo fixo (IATF) uma alternativa para melhorar a qualidade genética do rebanho e aumentar a produtividade da fazenda. A técnica apresenta resultados positivos em uma propriedade localizada a 62 quilômetros de Boa Vista. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (17).
🐂 Técnica IATF: a inseminação artificial em tempo fixo utiliza hormônios para sincronizar o ciclo reprodutivo das vacas, permitindo que o produtor saiba exatamente o período em que os animais estarão prontos para a inseminação. Com isso, não é necessário esperar ou identificar os sinais naturais do cio, o que facilita o manejo do rebanho, reduz falhas na reprodução e ajuda a organizar etapas como cruzamentos genéticos, previsão de partos e acompanhamento dos animais na fazenda.
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A fazenda Rancho Grande trabalha com pecuária desde 2016. A produtora Erôni Teles Bettanin passou a investir na IATF com uso de sêmen de touros europeus para acelerar o melhoramento genético do gado.
“Com esse método a gente tem o total controle entre uma gestação e outra, sem contar nas vantagens de poder ter mais bezerros em pouco tempo. Assim que a vaca tem o bezerro, a gente já faz o protocolo de inseminação pra próxima gestação”, conta a produtora.
Para aplicar a técnica na fazenda, há o acompanhamento com aplicação de medicamentos hormonais, seguindo um calendário definido conforme o tamanho do rebanho e a rotina da propriedade. Entre os benefícios apontados estão a melhora na reprodução das matrizes e a redução do tempo entre um parto e outro.
Com o investimento em tecnologia e manejo, a produtora afirma já perceber aumento da produtividade e melhora no desempenho dos animais.
“Comecei em 2016 com apenas 20 vacas. Depois aumentou para 80 e atualmente tenho mais de 1.200 vacas de raças de alto padrão genético. Não foi fácil, mas hoje colho os resultados de tudo isso”, conta.
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Desde 2016, quando começou com 20 vacas, a produtora ampliou o rebanho para mais de 1,2 mil animais
Reprodução/Rede Amazônica
O veterinário Rafael Souza acompanha o processo na fazenda há quatro anos. Ele destaca a importância do acompanhamento profissional durante o protocolo. “É importante ressaltar que se deve usar medicamentos de forma correta”, alertou.
O melhoramento genético já pode ser observado na prática. Atualmente, a fazenda possui bezerros com idades entre dois e seis meses, resultado do uso de materiais genéticos das raças Nelore e Angus.
Durante o protocolo, os medicamentos estimulam um novo ciclo reprodutivo nas vacas e aumentam as chances de prenhez. O acompanhamento veterinário é considerado essencial para garantir que todo o processo aconteça no momento adequado.
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