
Imagem de arquivo – Água-viva no estilo medusa
Alberto Lindner/Arquivo pessoal
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) fez, nesta semana, um alerta sobre o aumento da presença de águas-vivas em todo o litoral de São Paulo durante o inverno.
De acordo com os bombeiros, o fenômeno está relacionado às mudanças nas condições oceanográficas típicas da estação, como a passagem frequente de frentes frias, alterações nos ventos, correntes marítimas e ressacas, entre outros fatores que podem transportar os animais para mais próximo da costa.
Ainda de acordo com os bombeiros, outro fator é a entrada de águas mais frias vindas do Sul, além da “dinâmica natural dos ecossistemas marinhos”. Embora gere preocupação, elas são um fenômeno natural e sazonal segundo os Bombeiros.
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Veja qual tipo de água viva provoca queimaduras
Segundo o GBMar, a recomendação é que a população evite o contato com as águas-vivas, “mesmo quando aparentarem estar mortas na faixa de areia, pois seus tentáculos podem manter a capacidade de causar queimaduras e irritações na pele”.
Além disso, os bombeiros informaram que não realizam um levantamento estatístico de ocorrências envolvendo águas-vivas e atendimentos no litoral de São Paulo.
Em caso de contato com as águas vivas e surgimento de dor, ardência ou irritação na pele, a orientação é procurar atendimento junto aos postos de guarda-vidas ou serviços de saúde.
Cuidados ao encontrar águas-vivas
Segundo o GBMar, a população deve adotar alguns cuidados para evitar acidentes:
Evite tocar nas águas-vivas, mesmo que elas pareçam mortas na faixa de areia;
Oriente crianças a não brincar ou manusear os animais;
Respeite as orientações dos guarda-vidas e a sinalização nas praias;
Ao avistar grande quantidade de águas-vivas na água ou na areia, redobre a atenção antes de entrar no mar.
O que fazer em caso de queimadura
Procure imediatamente um posto de guarda-vidas ou um serviço de saúde;
Evite esfregar a pele atingida;
Não retire os tentáculos com as mãos desprotegidas;
Siga as orientações dos profissionais de atendimento.
Não utilize água doce para lavar o local da queimadura, pois isso pode estimular a liberação de mais toxinas pelos tentáculos. A limpeza deve ser feita conforme orientação dos guarda-vidas ou profissionais de saúde.
Água-viva da espécie Caravela-Portuguesa no mar em Ilhabela
Matias Gomes
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