
Guerreira e humilde: quem era Maria Eduarda, jovem morta em grave acidente de ônibus
A morte da trabalhadora rural Maria Eduarda Corrêa Ferreira, de 19 anos, gerou comoção em Itobi (SP) e região. A jovem era considerada muito trabalhadora e humilde, segundo parentes. (Veja mais abaixo quem era Maria Eduarda).
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Ela é uma das duas vítimas fatais do tombamento de um ônibus na Rodovia Deputado Januário Mantelli Neto (SP-215), no distrito de São Roque da Fartura, na divisa entre Águas da Prata (SP) e Poços de Caldas (MG).
O motorista do veículo alegou que perdeu os freios, e a Polícia Civil de Águas da Prata investiga o acidente. De acordo com o órgão, a documentação do veículo está regular, mas o veículo não possuía a Autorização para Transporte Rural (ATR), documento obrigatório para a prestação do serviço que estava sendo executado no momento do acidente.
O Ministério do Trabalho vai abrir um inquérito para apurar de quem é a responsabilidade pelo acidente.
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Quem era Maria Eduarda
Maria Eduarda Corrêa Ferreira, de 19 anos, morreu em grave acidente de ônibus em Águas da Prata (SP)
Reprodução/Instagram
Moradora de Itobi, Maria Eduarda tinha acabado o ensino médio recentemente e trabalhava para ajudar a família. Ela era a irmã mais velha de três irmãos. Amigos e parentes afirmaram que ela era uma jovem trabalhadeira, guerreira e muito humilde.
“É uma tristeza perder ela, porque tem uma semana que eu vi ela. Mas Deus vai dar força para a família”, disse a prima Eliana Maria dos Santos.
No cortejo rumo ao cemitério na terça (22), parentes tentavam consolar a mãe, que precisou de atendimento médico. O enterro aconteceu sob forte comoção.
Tragédia em rodovia
Tombamente de ônibus em acidente matou duas mulheres e feriu 24 pessoas em Águas da Prata
Reprodução/EPTV
Um grave acidente com um ônibus que transportava 45 trabalhadores rurais ocorreu na Rodovia Deputado Januário Mantelli Neto (SP-215), na descida da serra no distrito de São Roque da Fartura, região de divisa entre Águas da Prata (SP) e Poços de Caldas (MG).
Os passageiros haviam embarcado nos municípios paulistas de Santa Cruz das Palmeiras, Itobi e Casa Branca, e viajavam com destino a uma lavoura de cebola localizada em Poços de Caldas.
Veja reportagem completa do EPTV2:
Mulheres que morreram em grave acidente em Águas da Prata são sepultadas
Vítimas e Atendimento Médico
Josefa Alexandre da Silva, de 59 anos, morreu em acidente de ônibus em Àguas da Prata (SP)
Reprodução/Facebook
O tombamento do veículo resultou na morte de duas mulheres e deixou ao menos 24 pessoas feridas. Josefa Alexandre da Silva, de 59 anos, também morreu no acidente e foi sepultada em Santa Cruz das Palmeiras. Ela deixa dois filhos.
O socorro mobilizou equipes de resgate de três cidades diferentes. A maior parte dos feridos foi direcionada para a Santa Casa de Poços de Caldas, que acolheu 13 pacientes, sendo que dois deles precisaram ser internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os demais feridos foram levados para os prontos-socorros de Águas da Prata e São João da Boa Vista e receberam alta médica.
Irregularidades do Veículo e Tempo de uso
Acidente com ônibus de trabalhadores rurais deixa 2 mortos entre Águas da Prata (SP) e Poços de Caldas (MG)
Reprodução/EPTV
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o ônibus operava em situação irregular no momento do acidente. Embora a documentação estivesse em dia, faltava a Autorização para Transporte Rural (ATR), que é obrigatória para essa modalidade de serviço.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também constatou que o veículo não possuía habilitação para o transporte interestadual de passageiros e que não há mercado autorizado para cobrir a rota entre Itobi e Poços de Caldas.
Caso a prestação clandestina de serviço remunerado seja confirmada, os responsáveis estarão sujeitos à retenção do veículo e a uma multa de R$ 7,5 mil.
Além disso, o ônibus, com placas de Itobi e fabricado em 2001, acumulava 25 anos de uso, o que confronta uma portaria vigente desde 2017 que estabelece limites para a idade máxima da frota voltada ao transporte rural.
Depoimento do Motorista
Valdecir Lourenço de Souza dirigia ônibus e afirmou que perdeu os freios em rodovia de Águas da Prata (SP)
Reprodução/EPTV
Em depoimento à Polícia Civil, o motorista do veículo, Valdecir Lourenço de Souza, declarou que o ônibus havia passado recentemente por uma revisão mecânica em uma oficina, mas perdeu os freios durante a descida.
Para evitar que o veículo caísse em uma ribanceira, ele optou por jogá-lo contra a defensa metálica da pista, manobra que acabou provocando o tombamento.
Após a colisão, o condutor permaneceu no local para prestar socorro e colaborar com as autoridades, tendo inclusive se submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo para o consumo de álcool. O caso foi registrado oficialmente como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
A Polícia Civil de Águas da Prata segue investigando o caso e aguarda o laudo da perícia técnica, que deve apontar as reais causas da falha mecânica em até 10 dias. Paralelamente, o Ministério do Trabalho pretende abrir um inquérito próprio para apurar as condições em que os trabalhadores rurais atuavam e as relações trabalhistas.
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