
A sacada do prédio azul que Michael Jackson cantou virou ponto imperdível para os turistas.
Felipe Cerqueira/g1BA
O casarão colonial no Largo do Pelourinho onde Michael Jackson apareceu durante no clipe de “They Don’t Care About Us” se transformou, ao longo das últimas décadas, em um dos pontos turísticos mais procurados do Centro Histórico de Salvador.
A filmagem completou 30 anos em fevereiro deste ano, mas ainda segue atraindo turistas de diferentes partes do mundo ao Pelourinho.
O prédio tem três pavimentos, com estrutura de madeira e detalhes de vidro, no estilo colonial. No térreo, funciona um restaurante e uma loja de souvenirs.
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Há 30 anos Michael Jackson gravava clipe histórico no Pelourinho
Já em outro pavimento, fica a famosa sacada do “Rei do Pop”, que está fechada para visitação por causa de problemas estruturais identificados pela Defesa Civil de Salvador (Codesal). Um dos pontos polêmicos em que está envolvida a estrutura.
Para além dos problemas estruturais, o prédio também pode deixar de funcionar como atração turística após o responsável pelo espaço ser notificado pela Justiça para desocupá-lo. (Confira detalhes abaixo)
Sacada fechada, mas turistas continuam visitando o local
Mesmo sem a possibilidade de subir na sacada onde Michael Jackson apareceu durante o clipe, a maior parte dos turistas que passa pelo Pelourinho continua parando em frente ao casarão para fazer fotos.
Loja vende produtos personalizados de Michael Jackson
Felipe Cerqueira/g1BA
A fachada permanece identificada por um grande banner com a imagem do artista, instalado na varanda que ficou conhecida internacionalmente após a gravação do videoclipe.
No térreo do imóvel, visitantes também encontram uma pequena loja dedicada ao “Rei do Pop”. No local, são vendidos produtos como camisas, ímãs de geladeira, cadernos, almofadas, abridores de garrafa, isqueiros, broches e outras lembranças relacionadas ao cantor.
Segundo o vendedor Carlos Alberto dos Santos, responsável pelo espaço há 17 anos, a estrutura do casarão permanece a mesma de 1996, quando Michael Jackson esteve no Pelourinho para gravar o clipe.
Problemas estruturais
Uma vistoria realizada pela Codesal em julho de 2025 havia identificado fissuras, manchas de umidade, desprendimento de trechos do reboco da laje, armadura metálica exposta, além de piso parcialmente destruído no pavimento superior.
A sacada do prédio azul que Michael Jackson cantou virou ponto imperdível para os turistas.
Henrique Mendes / TV Bahia
Na quarta-feira (22), após uma nova visita, o órgão constatou que foram realizados reparos no piso do primeiro pavimento e em pontos com desprendimento de reboco e ferragens expostas.
No entanto, segundo a Codesal, ainda persistiam algumas irregularidades que exigem novas intervenções por parte do proprietário.
Para o órgão, a fachada está em bom estado de conservação, mas no interior ainda há fissuras em pilares e pontos de oxidação nas armaduras com desprendimento de reboco na laje do primeiro pavimento.
Em nota, a pasta reforçou que não há risco iminente de desabamento, mas recomendou a contratação de profissional habilitado e registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) para a execução dos serviços de manutenção necessários.
Ação judicial ameaça funcionamento do ponto turístico
Por outro lado, uma disputa judicial pode colocar fim ao funcionamento do ponto turístico. Carlos Alberto dos Santos, responsável por preservar a história da passagem de Michael Jackson pelo imóvel e receber visitantes desde 2009, foi notificado pela Justiça para deixar o local até quinta-feira (23).
Segundo a defesa dele, a decisão foi tomada em primeira instância e o processo ainda está em andamento.
Carlos Alberto afirma que ocupava o imóvel sem pagar aluguel, com autorização do proprietário, um estrangeiro que não teve o nome divulgado.
Foi após a morte de Michael Jackson, em 2009, que o casarão ganhou status de atração turística. Turistas passaram a pedir para subir na sacada onde o cantor apareceu durante as gravações, e Carlos Alberto começou a organizar as visitas mediante a compra de souvenirs relacionados ao artista.
O g1 tenta contato com o proprietário do imóvel, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa de Carlos Alberto informou que se manifestará sobre o processo apenas pelos meios legais, respeitando o andamento da ação judicial.
Prédio onde Michael Jackson gravou clipe no Pelourinho pode deixar de ser atração turística
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