
Prefeito de Belém assina ordem para retomar obras no canal Mata Fome.
Paula Lourinho
O prefeito de Belém, Igor Normando, assinou nesta segunda-feira (18) a ordem de serviço para a retomada das obras de macrodrenagem do Mata Fome. O projeto, ligado às intervenções previstas para a COP 30, realizada em novembro de 2025, estava paralisado.
A primeira licitação previa o início das obras em 2024. Dividido em fases, o projeto tinha conclusão estimada para 2029, mas os serviços foram interrompidos antes da COP, o que gerou frustração entre moradores da área.
Segundo a prefeitura, a nova licitação iniciada nesta segunda-feira (18) também prevê a execução por etapas. Nesta primeira fase, 17 ruas foram selecionadas para receber obras de drenagem e urbanização.
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A gestão municipal, no entanto, não informou quais são essas vias nem qual empresa ou consórcio venceu a licitação. Também não há detalhes sobre o destino das obras que ficaram inacabadas: se serão retomadas ou refeitas.
De acordo com a prefeitura, a expectativa é beneficiar diretamente mais de 200 mil moradores dos bairros Pratinha, Tapanã, Parque Verde e São Clemente.
“Até o final do ano iniciaremos a segunda etapa, que é justamente a macrodrenagem do canal do Mata Fome, além da urbanização de mais ruas e da construção de um parque linear e um parque popular”, afirmou a gestão municipal.
Execução por etapas
A prefeitura informou que o programa seguirá normas internacionais exigidas pelo Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), responsável pelo financiamento.
COP 30, em Belém: Macrodrenagem da Bacia Mata Fome (1ª Etapa).
Divulgação/Prefeitura de Belém
Inicialmente, serão realizadas obras de drenagem e pavimentação nas ruas da bacia do Mata Fome. Nesta fase, 17 vias serão atendidas, enquanto as demais devem ser contempladas gradualmente, até alcançar mais de 40 ruas.
A etapa de macrodrenagem do canal está prevista para começar em 2027.
O que está previsto no projeto:
recuperação do igarapé, sem canalização de concreto
recuperação ambiental da área
reassentamento de famílias em áreas de risco
pavimentação e microdrenagem das ruas
construção de parque linear, áreas de convivência, unidade básica de saúde e espaços comerciais
A gestão municipal também anunciou o início do Plano Específico de Reassentamento (PER), que deve acompanhar e garantir assistência às famílias que precisarão ser realocadas.
O projeto prevê novas unidades habitacionais, além de estrutura de saúde e comércio para atender os moradores reassentados.
O que dizem os moradores de Belém sobre as obras da COP
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